17/02/2013

Profissões Piratas

Estava aqui pensando. Lendo uma coisa ou outra nesta tarde de domingo e me dei conta que existe uma profissão, se é que devo chamá-la assim, que realmente penso ser a última na escala de trabalho do homem na terra, muito abaixo dos limpadores de fossas ou de políticos profissionais. Esta última dedico aos imundos, somente a eles. Me desculpem o exagero, mas realmente penso assim. Me pergunto como que alguém pode se permitir a tamanha humilhação, mesmo considerando que tenha que sobreviver no planeta e pelo ganha pão de cada dia. Me veio à cabeça o que será que eles dizem aos seus filhos, para as esposas ou aos maridos, aos familiares, aos amigos, enfim, à todos, quando têm que preencher o ítem "profissão" numa dessas milhões de fichas que preenchemos ao longo da vida. Não sei, deve ser constrangedor a ponto do sujeito ter que inventar coisas ou super valorizar o seu trabalho.
Vamos lá, a profissão que me refiro é a de assessor de político, em seus diversos níveis, pois, como não bastasse um, existem vários tantos níveis nessa hierarquia surrealista. Penso que um flanelinha cadastrado tem maior dignidade. Aos que me leem e não são de São Paulo, flanelinhas são guardadores de carros em vias públicas, aqui na cidade existem aos montes. Mas agora os flanelinhas cadastrados têm um nome mais pomposo - valets.
Assessores de políticos são medíocres por natureza e se prestam a nada a não ser acobertar, desvincular, alterar, manipular a realidade dos fatos, para que qualquer ação indesejável dos seus chefes possam gerar repercussões na imprensa e consequentemente no público em geral. Lembrando que público vota e a cada quatro anos essa categoria vale ouro nas campanhas. 
Abaixo um vídeo ilustra bem o que penso deles. O ex presidente FHC é entrevistado pelo repórter da TV Globo durante a transmissão do desfile na Marques de Sapucaí e nem bem a reportagem entra ao AR, ve-se uma mão boba vinda do além túmulo, que bem poderia ser de um incauto assessor e esta mão retira o copo de bebida das mãos do ex presidente.
Me perguntei: Por que isso? Não seria melhor deixar o sujeito na sua folga aparecer na TV mais assistida do país com um copo de whisky nas mãos, uma vez que a própria fala mole dele demonstrava o quanto estava alterado?
Por que então, não tomou essa providência antes da entrada ao vivo O que o assessor estava fazendo enquanto o repórter e o entrevistado aguardavam a ordem da entrada pela TV? Sei muito bem como funcionam essas transmissões, pelo menos um minuto de espera existiu.
O infeliz devia estar bebendo também ou então, traiu-se pela mesma estupidez que um dia o levou a ser um assessor de político.
Em tempo. Achei engraçado alguns comentários postados nas redes sociais a respeito dessa entrevista, fazendo comparações com outro ex presidente, o Lula, argumentando que se fosse com ele a repercussão seria muito maior. Óbvio, por que será? Lembro que quem mostrou ao vivo a cena não foi a TV Santana do Noroeste do Sul, mas sim a rede televisão de maior audiência no país. Só rindo, pra não chorar. O Lula devia estar mamado em outro lugar.
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