06/02/2013

BBB e Provocações, dois extremos na TV

Eu não entendo porque metem tanto o pau no BBB. Claro que é ruim, aliás, mais do que isso, é péssimo, terrível, um horror. Acho que é pior que funk e sertanejo universitário juntos, multiplicado por ene vezes aos programas religiosos de bispos, pastores, missionários e seus rebanhos. E não poderia se esperar outra do coisa do BBB 13. Depois das 13 edições, uma por ano, com três meses no AR cada uma delas, a fórmula do qualho, qualhou faz tempo.
A primeira edição lá em 2001, ano em que não tivemos a odisséia no espaço como eu esperava quando criança, foi tão ruim quanto a atual, mas, por ser novidade no circo de programação televisa na época, fez algum sentido assisti-la. Algum sentido, algum, microscopicamente algum, bem claro. Considerando até, que veio à cola do similar, Casa dos Artistas que o SBT produziu, passando a rasteira nos holandeses detentores da ideia de exibir confinamentos com intrigas, sexo e rock and roll. Ambos foram novidades na TV e explodiram de sucessos. 
Não entendo também porque metem o pau no Datena, no Gugu, no Jornal Nacional, no Ratinho, no Faustão, nos fofoqueiros de artistas, nas novelas e em tantas outras coisas que a TV exibe. É só não assistir nada disso. A TV aberta com esse tipo de programação deveria mesmo é ser chamada de TV fechada. Fechada com o absurdo da hipocrisia e com a mediocridade. Me desculpem as exceções e opiniões contrárias. Mas essa é a minha. 
A TV como a temos, banaliza, impede a capacidade de discernimento. Torna o assíduo telespectador, um zumbi, um morto vivo diante dela e, consequentemente, depois dela. 
A relação de dependência do público em geral chega a ser estúpida. A luz  e o som da telinha hipnotiza o cidadão que nasceu normal um dia, vindo ao mundo com alto potencial de desenvolvimento de raciocínio e de sensibilidade. Ela bloqueia a ação espontânea dos neurônios e padroniza comportamentos. Há interesse por de trás disso, só pode ser. 
Portanto, salvo raras exceções, pois elas existem sim, claro e é só procurar com atenção no dial e cito o programa Provocações da TV Cultura de São Paulo como um bom exemplo, mantenha a sua TV desligada por mais tempo. Faça com que seus filhos, seus amigos e você mesmo não adquiram ou deixem o hábito (ou o vício) de mante-la constantemente presente em suas vidas. Sugira e parta para outras opções de entretenimento o mais rapidamente possível.  
Saia mais, brinque mais, leia mais, divirta-se mais e se possível, trabalhe menos. Assim você não precisará mais meter tanto o pau no BBB e nos seus similares.
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