25/02/2013

Arrastões em São Paulo

Um amigo me contou logo pela manhã que no último sábado, por volta das oito da noite, foi vítima de um arrastão. Fiquei chocado com o relato, segundo ele o assalto foi muito rápido, eficiente do ponto de vista dos bandidos e, claro, assustador. 
Parado no trânsito da Avenida do Estado, aqui em São Paulo, aguardando o semáforo se abrir acompanhado de seu filho de sete anos de idade que, naturalmente, além de presenciar a cena de violência, uma característica desta cidade, foi também vítima.  
Alguns delinquentes armados surgiram do nada e aos gritos exigiram que eles entregassem tudo, dinheiro, documentos, relógios, celulares, enfim tudo que poderiam levar, e pior, com  revólveres em punho, batendo nos vidros do carro, gritando, ameaçando. Os carros à sua frente já haviam sido surpreendidos.
Tudo feito a céu aberto, diante de motoristas e espectadores perplexos, mudos, pela surpresa e pelo instinto de sobrevivência.
Levaram o que puderam levar e sumiram tão rapidamente quando chegaram deixando somente a indignação às vítimas. Provavelmente para retornarem minutos depois para uma nova rodada.
Cenas de uma urbanidade paulistana, brasileira com RG e CPF e firma reconhecida, absolutamente instituída.
O final de nossa conversa se deu como de praxe em relatos dessa natureza: Vamos agradecer à Deus por não ter sido pior. 
E assim a vida segue, vamos em frente. Mas bem que Paulo, o santo, o homenageado pela cidade e pelo estado, poderia dar uma forcinha. 
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