26/02/2013

Cuidado, o egípcio dengoso voltou.

E voltou como se nunca tivesse ido.
O assassino febril, Aedes, um franzino egípicio radicado no Brasil, também conhecido na marginalidade como o mosquito, fugiu da Penitenciária Central e vem provocando estragos em vários estados brasileiros. Cresce o número de vítimas de seus ataques furtivos, como cresce também, na mesma proporção, a incapacidade do estado em mante-lo sob controle. O que fora dito e acreditado um dia como erradicado, exterminado, aniquilado das terras hoje nacionalistas, voltou com a corda toda e cheio de panca. E pior, proliferando. Portanto, pau nele, pois o assunto é sério. Pau nos dois, na verdade.
"CASOS DE DENGUE TRIPLICAM EM 2013

Epidemia já atinge os Estados do Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul , Mato Grosso e Goiás
O número de casos de dengue triplicou em 2013 quando comparado com o mesmo período do ano passado. Até agora, foram confirmados 204.650 pacientes com a doença. Em 2012, foram 70.489. A epidemia já atinge os Estados do Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul , Mato Grosso e Goiás.
"A luta está só começando", advertiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Além do aumento de casos, o Ministério da Saúde alerta que o número de cidades com criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, cresceu de forma significativa.
O mais recente Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra que em janeiro 267 municípios apresentavam situação de risco para a dengue. Ano passado, 146 estavam nesta situação. O número de municípios classificados como em nível de alerta também subiu de 384 para 487.
O número de cidades analisadas também aumentou. Isso, em parte, poderia explicar o aumento de indicadores ruins. No entanto, quando se analisa os indicadores de cidades classificadas como em situação satisfatória, o fenômeno não se repete. Não há praticamente variação: este ano, 238 foram assim consideradas. Em 2012, foram 235." 
Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo - 25/2/13
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