27/05/2012

Overman - Laerte

Talentoso cartunista, Laerte. Entre tantos personagens criados pelo artista o que mais admiro é Overman. Sua personalidade é uma mistura de Super Homem com Batman - tem a força do primeiro e poder de dedução contraditório do segundo. Seu maior inimigo é seu próprio ego. Ele lembra muita gente que conhecemos.
Quem não conhece o herói, apresento. Quem conhece, reveja e divirta-se com as tiras.


Coluna do Vilão - Coisas do futebol

Barbante nunca tomou um gol na vida. Considerando desde as peladas dos tempos de criança, a meteórica carreira profissional que teve início em 1918 até o encerramento dela pelos idos de 1937, cinco anos depois da Revolução Constitucionalista, Carlos Ramirez de Souza Filho - o Barbante, que nasceu e cresceu na modesta, São José do Miracaia do Sul, cidade vizinha à próspera metrópole das andorinhas, Amarilândia, no rico sul do Paraná, terra de José Neves, o príncipe das embaixadas e de Pinto Salgado, o poeta da pelota, ele jamais experimentou a angustia de, se quer, ter levado um único gol em toda a trajetória futebolística. E olha que o homem jogou até pela seleção brasileira. Foram cerca de seiscentas e cinquenta e três partidas oficiais sem nenhum gol tomado, todas marcadas por defesas, simplesmente, espetaculares, que desafiavam as leis da gravidade. Dizem que nem mesmo nos treinos, Barbante se permitia levar gols e muito menos admitia a possibilidade de buscar a bola no fundo da rede. Era um craque e em campo não dava chance pra ninguém.
No jogo em que o Brasil fora desclassifico pela forte seleção do Nepal nas Quartas de final da da Copa de 1930 no Uruguay, partida marcada pela péssima arbitragem do francês, Phillip D'Mond e pela ausência total de público nas arquibancadas devido a um possível desabamento e cujo placar registrou 12 x 1 aos nepalenses, ele, por ter sofrido uma forte contusão em treino do dia anterior, não fora escalado pelo técnico, Barbozinha, o mestre. A história teria sido outra caso o tendão do pé esquerdo não tivesse rompido.  
Saudoso Barbante. Esguio, elegante nos seus quase dois metros de altura e de pele muito alva que lhe rendera o consagrado apelido. Foi campeão pelo Atlético Miracainse nos campeonatos paranaense por três anos seguidos - 1923, 24 e 25. Transferiu-se para o Clube Ypiranga em São Paulo em 1926 e em 28 para o Palestra Itália, no maior contrato assinado na época entre um clube e um atleta, revelado em 500 mil contos de réis.  E logo na partida de estréia em 15 de setembro daquele ano, contra o já rival e glorioso, Sport Club Corinthians Paulista, no estádio que se construía, Paulo Machado de Carvalho - Pacaembú, a ser inaugurado em definitivo somente 12 anos depois, além de fechar a meta como de hábito, marcou os seis gols dos 6 x 0 do resultado final, sendo quatro em cobranças de faltas, um de pênalti, que fez o goleiro ser carregado com bola e tudo para dentro do gol e o histórico, "drible do capeta" quando lançou o tiro de meta, correu para o meio de campo recebendo a própria bola, numa divida com o inesquecível, Canhotinha, o meia esquerda corinthiano de tantas glórias que também atuou na seleção brasileira e seguindo como um foguete, levando ao chão os dez jogadores do time adversário, um atrás do outro. A pelota balançou a rede corinthiana para o delírio da torcida alvi-verde. O estádio veio abaixo naquela tarde de domingo acinzentado.
Barbante encerrou a carreira de super goleiro em 1937 sem nunca ter levado gols e quando ainda atuava pelo Milan. A carreira foi abruptamente interrompida quando flagrado pela polícia milanesa com o passaporte vencido que guardava entre as folhas, uma charge de Mussolini vestindo um exuberante baby dool azul com bolinhas cor de rosa em francos gracejos no bigodinho de Adolf Hitler. Foi deportado para não ser decaptado. E de volta ao Brasil se tornou treinador de goleiros na então poderosa, Portuguesa Santista. Depois fazia bicos no porto de Santos vendendo quebra-queixo aos marinheiros e à noite, ainda levantava algum trocado como leão de chácara na zona do meretrício.  
Morreu pobre e esquecido em 1953 de cirrose hepática e com uma forte gonorréia que nos últimos anos lhe  comia as partes, pelo excesso de bebida e de mulheres de baixo custo.
Nossa homenagem ao querido, Barbante, herói de tantas jornadas, onde quer que ele esteja. É o craque do dia no dia de hoje.
De Londres, Luiz Vilão, para o Diário de Esportes.

Alguns comentaristas escrevem e falam tanta bobagem nos jornais e na TV que resolvi escrever a minha por aqui.


25/05/2012

O formigueiro


Herval, com seus 22 anos, seria o rapaz mais comum do mundo não fosse o estranho hábito de comer formigas vivas desde à época tenra de sua infância.
Nascido e criado na Mooca, antigo bairro de São Paulo, cuja família se instalara em meio aos casarões remanescentes das famílias de imigrantes italianos, desde a sua chegada de Santana de Serra Alta, cidade que fica no sul de Minas Gerais, em 1948.
Ainda bebê arrastava-se sorrateiramente em direção a um formigueiro que ficava em meio ao mato ralo que se espalhava pelos fundos do quintal da casa e alí, já guardando o esconderijo, se esbaldava até que uma das irmãs o apanhasse aos solavancos. 
Houvesse uma câmera fotográfica o registro seria feito com supremacia e se estivessem na época do digital, o mundo saberia do menino que come formigas.
__ Hervalzinho, você é louco menino, saia daí já, não faça isso seu moleque filho da puta! Eu te bato se voltar a comer formigas de novo e conto tudo pra mamãe.
E dá-lhe palmadas na bunda e pomadinhas (seria vaselina?) nas mãozinhas vermelhas cheias de picadas.
Vivia com os dedinhos inchados de tanto enfiar as mãozinhas na terra fofa organizadamente amontoada pelas formigas aos redor dos labirintos subterrâneos extensos. Mas pouco se importava, para ele, aquilo era o quitute mais saboroso que podia existir na face da terra e só ele sabia onde encontrar a fartura que lhe diziam ser proibida.


A mãe e o pai quando chegavam do serviço cansados, sempre por volta das seis e meia da tarde, ouviam com horror o que as filhas de nove e oito anos, Maria da Glória e Dulce, contavam aos berros, as desobediências do pequeno Herval, o filho caçula. Maria da Glória, sempre foi a mais enfática.
Ele cresceu como qualquer outro menino da vizinhança. Ia para escola pela manhã, no Grupo Escolar Armando de Nogueira Pinto, jogava bola na rua a tarde e vivia com os joelhos e dedos dos pés ralados. Empinava pipa, bolinha de gude era um craque e quando podia, às escondidas, ia para o fundão do quintal. Embora tivessem cimentado o antigo terreno, das rachaduras resultantes de um trabalho mal feito, brotavam as pequenas marronzinhas que eram, uma a uma, caçadas por ele. A técnica era sempre a mesma - um pouco de mel no chão e logo um monte delas apareciam para o seu deleite. 
De tempo em tempo, cismava em roubar maças, as mais vermelhinhas, na feira livre que todo sábado desde as primeiras horas do dia se instalava na rua de cima, a Felipe de Assis. Era um divertimento. Ouvia com alegria a barulheira dos feirantes logo cedo. Herval dispertava com essa ideia na cabeça. Além de tudo o sábado era o dia em que os pais voltavam mais cedo para casa e sempre traziam a galinha para ser depenada e que serviria de almoço no domingo junto com o macarrão.
Entre ele e Dulce, a irmã mais nova a diferença de idade era de seis anos e de Maria da Glória, a mais velha e mais chata, um pouco mais de sete, quase oito. Contudo, tratava-se de uma família feliz.

E assim a vida seguiu. Anos se passaram e agora o pequeno Herval tornou-se um rapaz bonito de 22 anos, alto e muito forte, sempre alegre e com disposição. As formigas fizeram-lhe bem à saúde. Aprendeu uma profissão a qual os pais orgulhavam-se muito - torneiro mecânico e segundo eles, dos bons. Emprego de carteira assinada na Tornearia Santo Ângelo que ficava na mesma rua da feira de sábado. O amigo de um tio ajeitou o serviço para ele quando completara 13 anos.  
Dulce se casou cedo, com 19 anos e foi com um primo de segundo grau metido a intelectual, mas bem amada pelo marido de sangue e também pelos quatro filhos, todos sadios - Rui, Nelson, Luiz e André. E a irmã, Maria da Glória, nitidamente dava sinais de encalhe, pura vocação para tia, diziam alguns ao pé d’ouvido.
__ Imagine só, trinta e poucos e nunca namorou…

__ Também, com a cara que ela tem… coitada...
Herval morava com os pais e a irmã solteirona e gostava muito de brincar com os quatro sobrinhos que eram seus vizinhos. Raro ele voltar para casa depois de um dia longo de trabalho sem estar com os bolsos cheios de balas e jogava de repente pela janela da sala,  para que a sobrinhada aos gritos se atirassem ao chão disputando cada uma delas.

__ ... é o tio Herval!  Eu sei que é você... tio... Os fedelhos se divertiam.
Ele nunca se mostrava, se escondia pela veneziana gemendo como se fosse um fantasma do além-túmulo e só dava as caras depois do jantar, lá pelas oito e meia, e afirmava aos meninos que não sabia de nada. Não era ele que jogava as balas. 
Na verdade, ia aos sobrinhos somente depois da sobremesa que, sorrateiramente buscava atrás de um pé de laranja que ficava nos fundos do quintal.
Saia para fora com a desculpa de fumante e seguia para os fundos do terreno a passos tranquilos, como que não quisesse nada com nada, assim deliciava-se furtivamente das suas antigas e saborosas amiguinhas. 
Sentia-se um pouco constrangido com isso, sempre sentiu-se assim, pois nunca soubera de ninguém no mundo que gostasse tanto de formigas. Hum.. mas elas são tão crocantes! O pensamento vinha-lhe forte e incontrolável.
Tudo ia bem, parecia ser uma vida tranquila nas cercanias. Alguns vizinhos mais antigos, os que chegaram do interior com seus pais ou mesmo antes deles, morreram. Alguns outros ainda resistiam à vida dura de trabalhador honesto. Herval os viu sempre como parentes. Tios e tias legais que viram ele crescer, que conhecem bem sua família. Um pouco fofoqueiros talvez, mas gente boa, gente do bairro - um sabe de tudo da vida do outro. (será que sabem mesmo?)
Numa tarde fria de quarta feira, logo quando saia da tornearia, ainda vestindo o macacão verde musgo com o emblema TSA bordado com linhas grossas e em vermelho cor de sangue, cravado no bolso esquerdo do peito, onde guardava uma pequena chave de fenda, esquecida, diga-se de passagem e ligeiramente sujo de graxa, Herval percebeu uma moça morena de cabelos compridos e lisos que cobria-lhe os ombros, de olhos castanhos escuros amendoados, caminhando toda séria, apressadamente pela calçada oposta à sua. Parecia conhecida. (seria mesmo?)
Sem que se desse conta, atravessou a rua para vê-la mais de perto. A miopia acentuara-se e a visita ao oculista, ora retardada, era inevitável. Mas naquele momento o que importava mesmo era ver mais de perto a tamanha formosura. Herval era decidido e muito curioso. Talvez fosse efeito das formigas na sua alimentação. O doce lhe atraia.
__ Olá, parece que conheço você.
A moça num susto, respondeu:
__ Que coisa! Quem é você? Saia da frente, por favor...
__ Sou o Herval e você?
__ Não me interessa, dá licença preciso ir, meu irmão está me esperando lá na esquina. Ela retrucou asperamente.
__ Seu irmão é o Ari?

Parando ela respondeu e perguntou:
__ É sim, como sabe, você conhece ele?
__ E você é a... puxa acabei esquecendo seu nome. Não se lembra de mim? Sou o Hervalzinho, eu estudava com seu irmão e ia muito na sua casa brincar com ele quando éramos crianças. Lembra?
__ É? Acho que me lembro. Dissimulou a linda morena de olhos amendoados que na certa não tinha mais que 19 anos, mas já olhando para Herval com um pouco mais de segurança, embora querendo safar-se dele.
__ Puxa vida, você cresceu heim! Está muito bonita.
__ Obrigada. Mas preciso ir,  meu irmão me espera e ele, você deve se lembrar, é muito bravo. 


E saiu não olhando para trás, nem tão pouco dizendo o seu nome. 

Herval voltou-se para o caminho de casa completamente, fisgado, entrelaçado e confuso. Seu coração batia forte e descompassado. Uma flecha o atingira do nada. Algo estranho acabará de acontecer e ele não compreendia. Mesmo assim não deixou de dar a passadinha no bar para comprar as balinhas dos pentelhos.
A noite foi longa na tentativa de lembrar-se do nome da moça tão linda, a irmã do Ari. Seria ela a mulher de sua vida? Pensou.
Os dias se passaram e com eles as noites mais frias. Dias e noites cansativos. Apreensivo e desanimado ele estava um pouco desconcentrado. Uns pensaram tratar-se de anemia. Não, não é nada disso, estou bem - respondia em tom baixo ao ser indagado. Quando podia, corria para trás do pé de laranja e lá tentava se animar. Difícil, tudo muito difícil e sem graça.
Até que, dois meses depois, Herval levou um susto quando viu a linda morena cruzar seu caminho. Foi num sábado de manhã, na feira da rua de cima. Eles se encontraram ao acaso (seria mesmo ao acaso?) na barraca das maças do seu Joaquim.
Surpreendentemente, ela sorriu para ele. Ele atônito retribuiu o sorriso como uma criança perdida quando encontra a mãe desesperada à procura do filho.
__ Oi!  Disse ela, estranhamente simpática.
__ Oi!  Respondeu ele, timidamente, mas com os olhos bem abertos, precisando certificar-se não tratar-se de uma miragem.
__ Qual o seu o nome? Perguntou Herval, sem pestanejar e sem que ela esperasse a pergunta.
__ Docimar. Esqueceu mesmo heim, Hervalzinho.
A voz dela entrou nos seus ouvidos como música tocada por uma orquestra sinfônica em ré bemol, como fossem os sons mais puros de águas de ondas calmas de um mar que se desmancha quando encontra as areias quentes de uma praia deserta. Docimar!
Herval recobrou-se e não parou de falar. Falou de tudo, do time que torcia, da comida que gostava, do que tinha feito no dia anterior. Docimar parecia feliz e retribuía a atenção do galante rapaz. Compraram verduras, legumes e muitas frutas, ambos descobriram naquele dia que gostavam demais das maças vermelhinhas, as menorzinhas.
As coisas iam tão bem entre eles que dois anos depois casaram-se na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, a igreja mais antiga do bairro que abrigou em seu espaço amplo toda a vizinhança, apinhando todos os cantos da catedral. Maria da Glória, a irmã mais velha, dada ao tricô e aos fruticos, ficou sentada o tempo todo na cerimônia e na festa que se seguiu. As hemorróidas ardiam-lhe o ânus e acabavam com seu humor.
Agonia - Ismael Nery
Herval ensinou a bela esposa os prazeres da vida, inclusive o de saborear as formigas. Docimar com o tempo adquiriu o hábito sem frescuras. Volta e meia nas tardes quentes, principalmente, a sempre linda morena seguia para o fundo do quintal da casa, onde por anos moraram os pais, hoje falecidos, do seu amado esposo.
Criaram com dedicação e muito suor os três filhos, todos homens. O mais novo, Gabriel, herdou o gosto do pai pelas formigas graúdas, as mais crocantes e também passou a ganhar a vida como torneiro mecânico -  dos bons e está hoje para se casar com uma linda moreninha de olhos amendoados chamada, Amelhinha, filha do seu Joaquim, o da barraca de frutas. 
O filho do meio, Zé Antonio, um rapaz de poucas palavras e um tanto quanto estranho, segundo o falatório da vizinhança, curte intensa e secreta paixão pela tia Glória, agora um pouco mais soltinha e ambos são dados à bebida. (sabe-se lá). O mais velho, Júnior, o único estudado, mudou-se para a Itália  no ano passado quando fazia intercâmbio estudantil. Dizem que ele tem um namorado francês por lá, a vizinhança comenta sobre o assunto ao pé d’ouvido. Como se vê, as coisas mudaram pouco naquele antigo bairro. Junior está se tornando um renomado artista plástico.
Herval e Docimar formaram um casal perfeito e vivem muito felizes. Ele montou sua própria tornearia cinco anos depois que se casar e com ela mantém até hoje a família, incluindo a irmã mais velha, e ela, Docimar, prendada desde menina, dedica-se à costura. Hoje encontra certa dificuldade para enxergar as linhas, por isso os óculos de lentes grossas e de aros dourados robustos.
Todas as noites, depois do jantar, ouve-se o casal em cochichos atrás do pé de laranja, lá no fundo do quintal. Lá sempre teve um formigueiro rico, bem escondido, bem no cantinho do terreno.
Todo mundo tem uma história neste baita formigueiro. Eu tenho a minha e você, caro leitor, tem a sua. Herval e Docimar têm a deles e são bem felizes com ela. (Será?)

24/05/2012

Ismael Nery


Ismael Nery

Em Belém do Pará ele nasceu no ano de 1900 e no Rio de Janeiro viveu desde a infância. Faleceu ainda jovem, em 1934.
Precursor do Surrealismo no Brasil.



Mulher nua

Sem título











Nua

















Casal
O padeiro Camões
Mulher ao luar





















Expressionismo, cubismo e surrealismo. O olhar do artista sobre a mulher. Ele viveu pouco, mas soube olhar para elas como poucos. Com uma poesia descomunal.


(Registro)

Somente um pequeno registro. Não sou um estúpido fanático torcedor de um time de futebol. Não me vejo brigando ou discutindo por causa desse ou daquele time, nem tão pouco, anti isso ou anti aquilo. Até porque nenhum resultado, por mais que eu grite ou acenda velas, não depende de mim.
Acho engraçado quando ouço jogadores de futebol, na comemoração de um gol ou de uma vitória, dizer que Deus o ajudou ou que Ele queria assim. Balela, Deus não queria pindaiba nenhuma. O idiota fanático pensa e fala asneiras à troco de sua auto estima. Torcer é ficar alegre, ansiosamente feliz. Pelo menos deveria ser.
Mesmo assim, gosto muito do Palmeiras, aliás, prefiro chamá-lo de Palestra - Palestra Itália. 
A idéia de torcer (gostar) desse time de futebol me remete aos tempos de criança, quando tudo era mais tranquilo. Naquele tempo me parecia que todos eram palmeirenses. As pessoas mais próximas, parentes e amigos contavam com orgulho as proezas dessa sociedade esportiva. Só isso.


Fica a homenagem - a mim que tive uma infância feliz e a saudade daqueles que viviam no mesmo tempo que eu.
Outubro de 2013 - Inauguração da Nova Arena Palestra Itália. (será?)
Registro aqui para me cobrar quando outubro desse ano chegar.




Acho que os torcedores dos outros times (os não fanáticos) pensam como eu. Portanto somos iguais. (mas o meu é melhor)

23/05/2012

Piracaia urgente!

O dia amanheceu um pouco mais intenso na cidade de São Paulo. Metroviários e ferroviários decidiriam entrar em greve na noite desta terça feira iniciando o movimento a partir das 00h de hoje.
Resultado disso: estações fechadas e pontos de ônibus lotados de trabalhadores aflitos, ônibus cheios sem condições de atender a demanda.
Me lembro que na década de oitenta, início dos noventa eram comuns as greves. Greve de tudo quanto é natureza -  de garis a metalúrgicos.
No meu caso hoje dancei, pois somente quando cheguei ao trabalho, às 06h30 da manhã é que dei conta que o rodízio estava suspenso.
Cada um dança conforme a música que tocam pra ela.

Em assembleia, trabalhadores do Metrô de São Paulo e da CPTM decidem entrar em greve a partir da 0h de amanhã. 
Os trabalhadores do Metrô de São Paulo e das linhas 11-coral (Luz/Estudantes) e 12-safira (Brás/Calmon Viana) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metroplitanos) decidiram em assembleias realizadas nesta terça-feira (22) entrar em greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta quarta-feira (23). Com a greve o rodízio municipal foi suspenso.
UOL

 Cada um dança conforme a música que tocam pra ele. Piracaia, lá a música é mais alegre.

21/05/2012

Segunda feira

Finalmente chegou! 
Que legal, que festa, quanta alegria! 

Quem é que não gosta de uma bela manhã de segunda feira carregada de compromissos e uma semana inteira pela frente, heim? Sair de casa logo cedo com cara de quem vai para uma guerra com todo entusiasmo do mundo. Animado, cheio de planos e esperanças.
Nem nos importamos com aquele vizinho que nem sabemos o nome, aquele que te olha com rabo de olho que está do outro lado da rua se esforçando para dar a impressão de que não te viu e sem saída nos dá um bom dia que quase nem escutamos e com um sorriso mais do que amarelado no rosto, o qual retribuímos da mesma forma, acenando rapidamente. Tudo é muito sincero às segundas de manhã. Ainda mais quando está chovendo. Puxa vida, com a chuva o ânimo se multiplica. O mundo fica radiante e a felicidade encontra a plenitude eterna.
A primeira hora do dia é absolutamente cronometrada, não poderia ser diferente. Dois minutos pra isso, trinta segundos pra aquilo e assim seguimos tropeçando no pé da cama sem sentirmos dor. Não se pode perder tempo, de jeito nenhum, nem sonhando, quanto mais sonhando.
Os minutinhos a mais na cama depois do primeiro toque do querido despertador são os mais gostosos pra se dormir, mas são os que passam mais rápidos, vorazes fazem parecer que o tempo pula de cinco em cinco minutos à cada dez segundos e lá vem ele, fiel, matematicamente correto, com a música eletrônica que agrada aos ouvidos, nos chamando como um amigo - acorda, meu. (aqui em São Paulo usamos muito o meu - não sei a origem disso, acho que é de meu chapa ou meu amigo, alguma coisa assim e pela nossa pressa cortamos o complemento). 
A água do chuveiro esquentando enquanto fazemos a barba, depois do primeiro xixi do dia que é o mais gostoso, diga-se de passagem. A roupa que iremos vestir, bem alinhada, buscando a combinação das cores e que deveria estar separada e apoiada sobre o móvel do quarto desde a noite anterior, mas que por preguiça deixamos para o dia seguinte, sempre provoca um ou outro atraso, mas que, com a estratégia matinal apurada com os anos, recuperamos com dois ou três minutos a menos de banho.

O tempo do café da manhã pode servir também de recuperação de atrasos. É histórico isso no mundo todo. Quanto a segunda feira inicia com o tempo correndo mais rápido, simplesmente pulamos esta etapa ou quase, ainda arruma-se um tempinho para uns goles de café preto que servem de dejejum sadio. Mas quando o cronograma está sendo cumprido com rigor de quartel, sobra o tempo para lermos alguma coisa, ouvirmos notícias pelo rádio ou até pela TV, onde o trânsito e a temperatura estão sempre em destaque, somados a alguma tragédia da madrugada. É comum também ouvirmos sobre os acidentes provocados pelos motoristas bêbados da madrugada ou sobre os terremotos pelo mundo que sacudiram tudo matando milhares de pessoas. Acordar ouvindo essas coisas é uma delícia.
Não sei nem descrever a sensação que tenho a cada manhã de segunda feira. Elas são alucinantes como o ópio que vem da Turquia.
E o trânsito então, como estão calmos os motoristas conduzindo os seus veículos. Dirigem com toda a lucidez esperada, obedecem os sinais e as velocidades permitidas com muita paciência, ternura e cortesia, uns com os outros em perfeita harmonia. 
Nos esforçamos nas manhãs, principalmente as das segundas feiras, mas os atrasos são inevitáveis. Porém, como está tudo tão maravilhoso, até mesmo o humor do chefe fica melhor nesses dias, ele sempre compreende e nos recebe com aquele sorriso indescritível.
Quanta felicidade inspiram as manhãs das segundas feiras. Poderia ficar aqui escrevendo páginas e mais páginas, enaltecendo o meu mais profundo sentimento em relação a esse dia, revelado ainda mais quando despertado pela musiquinha eletrônica do rádio-relógio que certamente veio de Taiwan, mas com esforço, resumo numa única e singela frase, pinçada do fundo da minha alma:
Puta que o pariu!



20/05/2012

Alfredo Volpi

Pintor das bandeirinhas.

Nasceu 1896 na cidade de Luca na Italia. Alfredo Volpi chegou ao Brasil com um ano de idade. Auto didata explorou formas, composições de grande impacto visual - abstracionismo gemométrico, considerado um dos grandes da segunda geração do moderismo.
Morreu em São Paulo em maio de 1988.

Meninos jogando bola
Sem título 
Sem título
Sem título
Grande fachada
Sem título
Menina Triste
Mulata
Mastros
Muito provavelmente, Benedita da Conceição, apelidada de Judith com quem Volpi se casou, serviu de modelo para o quadro Mulata.



Anita Malfatti

Filha do italiano Samuel Malfatti e da americana, Betty Krug, Anita nasceu em São Paulo no ano de 1889. Nasceu com atrofia no braço e na mão direita e carregou esse defeito por toda a vida, até 1964. 


"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade[...]Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da educada estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura." Anita Malfatti.



La rentrée (Interior) - 1927/1929
Itanhaem - 1948
Cambuquira - 1945
As duas Igrejas 
O Batizado
A boba 
A estudante russa
Cabelo Verde
"É verdade que eu já não pinto o que pintava há 30 anos.Hoje faço pura e simplesmente arte popular brasileira. É preciso não confundir:arte popular com folclore…[...]eu pinto aspectos da vida brasileira, aspectos da vida do povo. Procuro retratar os seus costumes,os seus usos,o seu ambiente. Procuro transportá-los vivos para as minhas telas. Interpretar a alma popular[...]eu não pinto nem folclore, nem faço primitivismo. Faço arte popular brasileira"

13/05/2012

Um minuto para o comercial




Em Brotas, SP - visitem!

Abolição - 124 anos.

13 de Maio de 1888, abolição da escravidão no Brasil. A partir desta data todos os negros seriam livres, não pertenceriam a ninguém, não teriam donos. 
Dezesete anos antes, os nascidos já viriam livres, filhos de escravos, porém livres, graças ao Ventre Livre (nunca entendi isso). 
Um pouco antes, os sexagenários ganharam a euforia e os navios negreiros, legalmente, não aportariam mais no litoral do país, forrados de gente nos porões - vivos e mortos. 
Os ingleses fiscalizavam o tráfico marítimo, estimulando e garantindo a criação da mão de obra paga no Brasil, condicionando o consumo de bens por aqui para a sua revolução industrial. 
Camuflados, alguns navios insistiam, dissimulavam o trânsito não permitido e até atiravam negros no oceano,  pressentindo a aproximação do fiscal - daí a expressão "para inglês ver".
Imigrantes europeus chegavam também ao país oferecendo mão de obra mais barata. Esses seriam explorados de outra forma. Agora livres, os negros concorriam às migalhas oferecidas, ainda com a pecha de sub humanos. 
Trezentos anos de escravidão negra a partir da percepção, principalmente religiosa que compreendia que os índios não poderiam se submeter a essa condição e os colonos exploradores encontraram na África a solução. O movimento dos moinhos e das plantações estariam garantidas, com crueldade, física e moral.
Há 124 anos estão livres. Tão livres como brancos e amarelos, todos enclausurados nessa confusão.

12/05/2012

Era uma vez

Certa vez um rapaz foi supreendido enquanto trabalhava duro numa mecânica ao ver uma linda moça de cabelos claros passar apressadamente pela calçada. Ela não devia ter mais que dezeseis anos, quinze talvez, e para ele, em tão curto espaço de tempo, pareceu tratar-se da mais linda entre todas as lindas mocinhas que os seus olhos já viram. Chamou sua atenção a voz suave de menina misturada ao riso quase escancarado que ela esbanjava espontaneamente, destacando-se das amigas que seguiam juntas, todas de braços entrelaçados e também pelos grandes olhos esverdeados, bem reluzentes,  que de relance pôde perceber. Mesmo sendo muito tímido, nos seus tenros 22 anos, num salto colocou-se à porta para observá-la melhor.
O peito explodiu como numa erupção de um vulcão há muito adormecido, a respiração veio-lhe às pressas, de forma ofegante e o suor frio escorreu-lhe como cascata pelo rosto sujo de graxa.
Seguiam pela Rua 21 de Abril, logradouro muito conhecido do bairro do Brás, em São Paulo que não parava de crescer. Caminhavam em direção à Avenida Celso Garcia, por onde os bondes elétricos circulavam freneticamente, lotados de operários, em direção aos confins da zona leste. Os finais das tardes naqueles tempos eram mais alegres,  pareciam, quase uma festa.
De certo, ela trabalhava em alguma entre tantas tecelagens que existiam na região, à época infestada de imigrantes italianos. Hoje, por lá, os imigrantes bolivianos dividem os espaços dos cortiços com os migrantes nordestinos do Brasil.

Loira natural, de cabelos longos levemente ondulados, presos a um laço de tecido rosa com tamanho desproporcional,  muito em moda naquela primavera de 1952. O vestido, um estampado discreto, também em tom rosa, de pregas largas que cobria-lhe os joelhos. Foi a imagem que a memória guardou por toda a vida daquele jovem magro, moreno de cabelos castanhos escuros e muito lisos, de semblante sereno nos seus 1.85 de altura, cuja expressão constantemente humilde escondia um ser humano sábio de  dignidade sem igual.
Era final de tarde e ele bem que podia encerrar o expediente, mas o serviço era tanto que não poderia furtar-se ao retorno. O chefe rabugento logo gritou por ele e resignando-se, voltou-se, vendo a jovem perder-se entre tantos à caminho do bonde que a levaria certamente ao Éden. 
Nos dias seguintes, sempre por volta das cinco e quarenta e cinco da tarde, o rapaz postava-se à porta do estabelecimento aguardando ansiosamente a moça bonita passar e a cada dia ele esperava por um olhar da linda flor, nem que se fosse um breve olhar, um olhar do acaso, um daqueles de relance, despretensiosos, mas nada acontecia.
A cena a cada dia durava pouco mais de um minuto e meio - entre ela aparecer, passar por ele e desaparecer na multidão.
Os dias se tornaram longos a espera desse minuto e meio e as noites, ficaram insones, desoladas, mas ainda cobertas de sonhos. Um tímido sofre calado.
Até que um dia sua alma se encheu de coragem, o peito se abriu contra os maiores temores e praticamente sem ar nos pulmões, cumprimentou a moça com um quase inaudível Olá! Um gago teria dito o Olá! com maior clareza. Ela, surpreendentemente, retribui o tênue gracejo com um sorriso tímido nos lábios. Finalmente os olhares se cruzaram depois de algumas semanas de angústia. As almas se enxergaram e a partir desse dia ambos, o rapaz e a moça, aguardariam pelos encontros das cinco horas e quarenta e cinco minutos da tarde.
O um minuto e meio passou para cinco minutos em alguns dias. Para dez minutos, um pouco mais à frente. Chegando ao consentimento por parte dela, duas semanas depois, ao acompanhamento até ponto do bonde na Avenida Celso Garcia e, em mais outros dias, até bem próximo à casa da mocinha enamorada.
Numa tarde de sábado o jovem bateu palmas à porta da modesta casa onde ela residia. A mãe, uma italiana forte dada a falar aos gritos, dos fundos do quintal acenou indagando de quem se tratava e o que ele queria. Mais gago do que nunca e superando toda a timidez, sua maior característica, respondeu que gostaria de falar com ela e com o marido a respeito da jovem filha do casal.
Coisas do destino talvez, ambos permitiram o acesso do atrevido. A mocinha incrédula tremia como vara verde com medo do pai e da mãe. Sentada a um sofá de tecido remendado com o coração batendo aceleradamente, amaldiçoou o rapaz, mas, ao mesmo tempo, encantou-se com a superação daquele príncipe valente, que quase chorando, pedia sua mão para compromisso sério aos severos pais.
O namoro foi autorizado depois dos apelos do jovem que aos poucos tinha se acalmado. As  regras   ficaram claramente estabelecidas, os encontros estariam condicionados a dias e horários pré estabelecidos, de forma rigorosa e sempre com o acompanhamento de alguma das irmãs.
Como bons italianos a comemoração seguiu regada a vinho de garrafão, servido em canecas disformes lavadas com a água do poço que ficava bem próximo à cozinha.
O jovem experimentou a polenta deliciosa feita por aquela senhora que viria a ser sua sogra meses depois.
Com a moça loira estavam naquela tarde de sábado, o rapaz tímido, três irmãs dela, dois irmãos, seu pai e sua mãe.

Rua Rosa Pavone - Penha - São Paulo/SP - Brasil
Tornou-se um castelo encantado a modesta casa de número 26 da Rua Rosa Pavone, uma ladeira encravada no Jardim Concórdia do distrito da Penha, zona leste de São Paulo, cuja fachada caiada num branco acinzentado que mostrava pelas ranhuras e descascamentos, pedaços de uma antiga pintura amarelo ocre. A veneziana de duas folhas em madeira num azul claro desbotado, ficava mais a esquerda da parede frontal e uma porta que teria sido colocada ali um dia para servir de entrada principal, na verdade era mantida constantemente fechada, pois aberta daria acesso indevido ao quarto do casal, ela provocava uma desarmonia bruta no que poderia ser uma simples fachada. As acomodações da casa eram poucas. Além desse primeiro quarto, um outro se seguia colado e depois deste, uma cozinha de piso de cimento rústico e nela um fogão à lenha que aquecia os ambientes nos dias frios. Panelas, frigideiras e conchas dependuradas nas paredes por uma corda fina esticada de ponta a ponta.
A porta da cozinha era o acesso para os interiores da casa e era alcançado caminhando-se uns 20 metros por um corredor lateral que tinha do seu lado direito, um muro mal construído de tijolos à vista que dividia o terreno com o vizinho de baixo.
Um pouco mais aos fundos, próxima ainda à cozinha, via-se uma outra dependência. Servia esta de quarto para os meninos e no quintal, além de um galinheiro, estava uma horta bem plantada com um cercadinho próprio e isolado, mais distante, um banheiro.
Todos os cômodos foram construídos numa sequência quase que uniforme no tamanho, com mais ou menos nove metros quadrados cada um. O banheiro, bem menos que isso.

Dentre todos, naquela tarde de sábado de primavera, os mais felizes eram mesmo a moça e o rapaz. Ambos pressentiam os cinquenta e seis anos que se seguiriam, quando estariam juntos como marido e mulher. Felizes, criando seus dois únicos filhos, um levando o nome do pai e o mais novo, homenageando o avô paterno.
Em outubro de 2009 o ainda tímido que se tornara um senhor cansado de tanto trabalhar, partiu desta vida. Fez isso seis meses depois de completar 81 anos e ela, a moça loira, agora uma senhora de 76 anos, de cabelos brancos levemente ondulados, continua firme por aqui, saboreando as lembranças da vida feliz que teve ao lado de seu valente príncipe, tomando umas cervejinhas e saboreando um bom vinho na época de frio.
Continua feliz e serena, pois sabe que ele, seu príncipe, sem pressa a espera em algum lugar. Sempre haverá para eles a emoção dos fortuitos encontros das cinco e quarenta e cinco da tarde.

Obrigado pai, por ter escolhido a linda moça de olhos esverdeados reluzentes para ser minha mãe. Você acertou em cheio.
Mãe, feliz dia das mães! Agradeço a você por ter respondido com seu sorriso simpático ao primeiro alô tímido do meu pai. Sou grato a ambos, eternamente.

Meus filhos, meus amores, sua mãe um dia sorriu da mesma forma para mim e da mesma forma, um dia os seus filhos agradecerão os sorrisos e os apôs de vocês. Lembrem-se disso sempre e aproveitem cada minuto e meio da vida com eles e com vocês, não deixem escapar nada. Nada mesmo.

06/05/2012

Carybé

Nascido em 1911 o argentino, Hector Julio Páride Bernabó, naturalizou-se brasileiro em 1957.  Chegou ao Brasil ainda criança, isso por volta de 1919.



Entre seus diversos amigos estava o escritor Jorge Amado que definiu o amigo como:
é todo feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e ao mesmo tempo é a própria simplicidade (...)”.

"A arte de Carybé foi por vezes um expressionismo marcante, com um sentimento carregado em cores escuras. Mas o que marcou presença foi o retrato de um povo, sua religião e seus costumes, passados por vezes de maneira surreal. Ao retratar o povo, Carybé não estava fazendo uma pintura de cunho social, não acreditava neste poder da arte. O que ele queria, e conseguiu, era passar para a tela seu testemunho de uma cultura rica em detalhes, e da qual ele fez questão de se aproximar"

Fonte: Wikipedia







Tarde de domingo, bom pra relaxar. 

Boa semana.