08/05/2013

Óleo de Peroba dá Brilho


Desde criança tenho o hábito de brincar com as palavras. Gostava e gosto de dividi-las em sílabas, alterar o acento tônico para sentir o resultado na sonoridade, inverter a ordem das letrinhas para ver no que dava.  Pura bobagem, mas me divirto ainda, mantenho essa coisa da infância. 

Nas inversões, curiosamente descobria algumas vezes que elas davam um novo sentido nas palavras. Uma delas, talvez tenha sido a primeira que eu tenha brincado foi com a palavra AVON, o nome da empresa de cosméticos. Invertida, se transformava em NOVA. Achei o máximo e associava ao poder que a marca vendia para deixar mais jovem às senhoras do-lar, assim falava a propaganda.

SCHINCARIOL - a antiga cervejaria de Itú que agora pertence a um grupo japonês, o final dela, ARIOL, invertida dá em LOIRA, uma loira gelada como na publicidade. ASSOLAN, a palha de aço concorrente da Bom Bril virava NALOSSA, para mim - NA LOUÇA. E assim por diante.

Com essa agora do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, AFIF para os íntimos, acumular o cargo de Secretário de Estado, numa espécie de ministério disfarçado no governo Dilma, lembrei da brincadeira de infância. AFIF invertido vira FIFA.

Fifa, para quem não sabe, é a entidade que controla de forma absoluta o esporte mais popular do planeta, o futebol. Tem bilhões de dinheiros na operação Fifa pelo mundo todo. Ela é a responsável por desmoralizar e descaracterizar a espontaneidade da modalidade, através da coerção, arrogância e altíssimo grau de corrupção na sua direção. João Havelange mamou por anos nas tetas da Fifa.
Ela efetivamente controla em cada país do mundo as confederações locais e para a promoção de seu principal evento, a Copa do Mundo, OH!!! ela propõe uma “parceria” com os países. Parceria não seria bem o nome, no negócio, ela diz como deve ser, dita as regras e pronto, submete os governos aos seus interesses numa espécie de relação Caracu, a parte dela é sempre o da Cara. 
Dilma, como uma política comum, (distante da sua origem ideológica, infelizmente) com essa cartada do Afif, fez com que seu partido (o originalmente nascido como trabalhista e que jamais se aliaria aos comuns), ganhasse mais tempo nos horários de propaganda política durante a campanha para sua reeleição no próximo ano. Acho que esse foi o plano. Esse negócio de pequenas empresas e grandes negócios é coisa da Globo e pelo visto do governo também. 
Parabéns, Dona Dilma! Danem-se os ideais originais, dane-se a ética, dane-se tudo, não é Presidenta, não é mesmo, vice governador/ministro? Dois salários, heim! Caramba!
E o Geraldo? Que banana! Seria mesmo um banana nas mãos do PCC (Partido da Conta Corrente), mesmo tendo nascido com jeito de bobão? Duvido, ele é malaco como os demais.
Que coisa feia. Esses caras são muito parecidos na forma de pensar. Uns mais outros menos, mas idênticos na política.
De certo não usam produtos da Avon, não oferecem nada de novo à pele, eles curtem mesmo é o velho Óleo de Peroba, acho que por isso são tão parecidos.
Há quem encontre diferenças neles, não discuto a visão de cada um, mas na minha miopia de cidadão comum, confesso que não consigo detectar quais seriam.

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