07/04/2013

Tio Patinhas, Batman, Mandrake, Fantasma e Humanos.

QUADRINHOS, SOU FÃ DELES ATÉ HOJE. 
Sempre gostei das revistas em quadrinhos. Durante um período da minha infância os gibis eram a forma de eu me distrair. Ficava hipnotizado com as tramas, com os personagens e admirava os enquadramentos , acho que foram minhas primeiras noções de fotografia. Não colecionava gibis, pois não tinha grana para comprá-los na banca de jornais. Conseguia um aqui e outro ali, mas acabava lendo muitos. 
Na escola, meus cadernos e livros viviam cheios de desenhos. Nunca soube desenhar com categoria, mas me atrevia na criação de personagens: professoras gostosas, moleques pentelhos, a diretora ameaçadora; tias, tios, vizinhos, primos, seja lá quem fosse, quem me aborrecesse, rapidamente se transformava em caretinhas: gordas neuróticas, amebas paralíticas e coisas assim.  De maneira tosca os passava para as folhas de papel almaço sem pauta, que dobradas e presas e fazendo os quadros das cenas, criando as estorinhas, pareciam mesmo gibis vendidos nas bancas. Claro que considerando a limitação de quem não tinha talento para o desenho, até que ficavam legais.
Nos cadernos eles se misturavam às equações de primeiro e segundo graus, às análises sintáticas, aos mapas geográficos e a Pedro Álvares Cabral. 
Resgatei da memória dois personagens. Não lembro bem seus nomes, estavam esquecidos até bem pouco tempo. Sei que era um menino e uma menina que viviam se provocando, testavam-se o tempo todo, mas lá no fundo, davam sinais de que se admiravam. Acho que dessa forma nós nos víamos, os meninos e as meninas.
Na época usava lápis de cor preto para os contornos e coloria com o vermelho, verde, azul, amarelo e de vez em quando o roxo. Hoje fiz o mesmo com um Power Point básico, Keynote no Mac. Uma e outra tecla combinadas, criaram as formas e deram as cores.
Ressuscitei o Humanos com seus eternos desentendimentos. Para mim teve alguma importância. Por isso está aqui.

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