25/04/2013

Marketing errado

Por mais que eu me esforce, por mais que eu tente me empolgar, me envolver com o ufanismo de grande nação, não dá, não consigo, realmente está além das minhas forças.

Ontem perdi meu tempo assistindo futebol pela TV, uma partida daquelas que poderia ser das boas, bem gostosas, com direito a hino nacional e tudo de direito. Uma com seleção brasileira vibrante, rica em talentos, uma do escrequete canarinho que sempre remetem aos bons tempos e mais uma vez restou a decepção.
Ainda mais, ouvindo um narrador e dois comentaristas mais preocupados em atenuar o espetáculo vexatório que se escancarava pela tela high tech, chegou a ser patético. E põe patético nisso.
Dava gosto mesmo era ver as tomadas aéreas do Mineirão, por helicóptero e câmera HD, talvez se fosse durante o dia o efeito não teria sido o mesmo. Na verdade a tecnologia camuflava uma grande mentira, a Copa do Mundo no Brasil. Tem muito dinheiro envolvido nisso tudo.
Continuo acreditando que foi precipitado trazer o evento para cá. Além das lambanças na ordem de bilhões, a única herança das tantas prometidas será mesmo um monte de estádios a La Europeus, onde alguns, se quer, terá times para se apresentar. 
Nas redes sociais, fenômeno contemporâneo, as pessoas contestavam a narrativa de Galvão Bueno sobre o acesso ao Mineirão, do quanto estava fácil das pessoas chegarem ao estádio reinaugurado. Muitos dizendo que o trânsito na cidade estava um caos. Lembrando que se tratava somente de uma partida treino, para avaliações de alguns novos convocados, nada mais que isso. 
Para mim a sensação foi de me deparar com um sujeito que não toma banho por mais de uma semana vestido com um elegante Armani. Bonito, chique, porém, mal cheiroso.
Se tivéssemos o tempo de mais umas dez copas do mundo pela frente, talvez fosse  possível apresentarmos ao mundo um espetáculo de organização sem que pagássemos tanto por tão pouco.
A seleção? Nada de novo. Individualmente, um mais talentoso que o outro, mas o conjunto, nem sinal dos bons e velhos tempos quando não existia, ao menos na proporção de hoje, tanta gana pela grana.
Tá certo isso, Arnaldo?



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