04/04/2013

Não pode ser verdade

NADA SÉRIO PESSOAL, É QUE É DURO ENGOLIR FANATISMO, AINDA MAIS QUANDO UMA NAÇÃO INTEIRA É ENGANADA. 
É que acordei de veneta hoje. Uso a mesma expressão que minha mãe usava, logo de manhã quando eu começava a aprontar. Sinalizava que o dia iria ser difícil. 
Fico pasmo com as notícias que leio. Tá bom, dando o devido desconto aos exageros, mas essa do professor Girafales da Venezuela é demais, dizer que o fantasma de Hugo Chávez encarnou num passarinho e pra ele se revelou? É coisa de internação ou maquiavélica ao extremo.

O presidente-interino venezuelano, Nicolás Maduro, revela-se um boneco de marionete, um doido varrido tragado pelo fanatismo, manipulado por inteligências  articuladíssimas. 
"De repente, entrou um passarinho e deu três voltas sobre mim. Eu o senti aqui como uma benção, nos dizendo: 'Hoje começa a batalha. Rumo à vitória. Vocês têm nossas bençãos'. Eu o senti na minha alma". 
Que água é essa que bebem os irmãos venezuelanos? Seria a mesma que estão bebendo os brasileiros? 
Outra coisa: será mesmo verdade que estão querendo empalhar (já que não puderam embalsamar) o corpo de Hugo Chávez e colocá-lo numa gaiola de ouro para deixá-lo em exposição no quintal da casa onde nasceu? 

Não, não pode ser, não chegariam a esse ponto. Seria um monumento ao delírio. Que raio de evolução de raça seria essa que permitiria tamanha idiotice. 
Quem acredita no espírito não dá importância ao corpo desencarnado. 
Se for verdade mesmo, seria outra demonstração de quanto esse povo está desorientado e receoso do que poderá acontecer com seu país sem a presença do homem forte. 

Embora não tivesse concordado com sua ideologia, menos ainda com seus métodos, respeitava a personalidade de Hugo Chávez. Sem dúvida era um destemido, um inconsequente, mas nunca demonstrou medo algum. 
Contudo, a herança deixada aos venezuelanos, entendo eu, seja perniciosa, pois a falta de liberdade limita o raciocínio de qualquer ser vivo. Penso que os passarinhos quando cantam presos na gaiola, cantam, não por estarem felizes, mas, sim, gritam pela agonia de não poderem cantar como pássaros livres. Mesmo estando com os estômagos cheios de alpiste. 
Espero que essa agonia não se alastre pelas vizinhanças. Aqui as inteligências articuladíssimas também ganham espaço. Dividem a ganância com o poder paralelo, manipulando habilmente a miséria e a corrupção. Porém, ao invés da inocência, aqui reina a malandragem, dá-se corda ao algoz para depois enforcá-lo. Faz do porco uma pururuca e depois o devora até os ossos e em seguida puxam uma bela palha. 
Girafales aqui só no Chaves e olhe lá. 
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