30/11/2012

A fé e o rancor.

Acompanhar os noticiários está cada vez mais difícil. Mesmo considerando a hipótese de uma imprensa comprometida, não dá para negar ou supor que ao menos, uma parcela do que divulgam seja verdade. Lembro sempre dos antigos dizendo - onde há fumaça há fogo.  Divido por dois, desconto dez e tiro mais cinco em tudo que leio. Me esforço, tento perceber o interesse de quem está divulgando a notícia. Juro mesmo.  
Desde que me conheço por gente ouço falar de corrupção. Me parece um câncer e na máquina do estado ele está impregnado desde à época das capitanias hereditárias.  
Uma máquina altamente burocrática, autárquica, gabinetosa, estruturada num universo sem fim de agências reguladoras, sub agências, secretarias de primeiro a oitavo escalões. 
Mesmo descontando-se eventuais interesses dos órgãos de comunicação, sabemos que isso é provável, pois também fazem parte de um sistema vulnerável à malevolência, a quantidade de escândalos que aparecem a cada dia nos levam a crer que alguma coisa não vai bem no reino da Babilônia. Dos mais mesquinhos, dos mais criativos, supra partidários, crescendo potencialmente como tumor malígno atacando do calcanhar até o último fio de cabelo desta sociedade devastando a sua sensatez. 
Fico perplexo. Me surpreendo com pessoas aparentemente inteligentes idolatrando esse ou aquele sujeito ou agremiação ou denegrindo isso ou aquilo por puro valor corporativo. A mim sem lógica alguma.
Me remete ao pensamento da fé. Seria isso? Fé em Deus é a mesma coisa que  a fé de quem faz parte de uma torcida organizada pelo amor ao seu time? Crer por crer? Ou esta segunda fica mais próxima do rancor ou da frustração? 
Rosemary, até você?
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