07/11/2012

Violência

A boa sensação, embora reconheça o ridículo da coisa, é que hoje faz quatro dias que não acesso o Facebook. Me dei conta que vinha fazendo isso diariamente e de forma compulsiva. É estranho, mas em dois anos de assinatura, aos poucos me tornei um assíduo frequentador, um bisbilhoteiro de primeira. E como me tornei um, amigos e meros desconhecidos poderão estar no mesmo barco, sem perceberem.
Claro que boa parte do que vejo postado é interessante. Curiosidades realmente curiosas, imagens incríveis, mas outras tantas são somente balelas, pregações do óbvio e "ensinamentos". Estes, então, nem se fala. Um porre.
Redes sociais são intessantes, revelam, aproximam e provocam encontros de velhos amigos, ao menos, notícias deles nos chegam sem que esperamos. Mas essas redes vem se deteriorando, enchendo o saco, em especial a mais popular - no Brasil pelo menos, o Facebook.
Não vou desabilar o meu em consideração aos amigos e às boas postagens, mas de certo vou fazer uma boa reorganização na relação de "amigos". Deixando espaço para os conquistados recentes.
Vou apagar ou alterar minhas informações. A quem interessa, senão a mim mesmo, se sou casado, se tenho filhos, qual o meu nível de escolaridade, quais escolas frequentei, quais os livros e filmes que gosto? É muita informação aberta. Ainda mais em tempos de tanta violência.Chega.

E por falar em violência, São Paulo está batendo recordes. De um lado as instituições e do outro a bandidagem instituída. O cidadão comum entre tentam a sobrevivência entre balas perdidas ou destinadas aos anônimos. Governantes incautos, alinhados aos seus partidos políticos não agem como deveriam agir. O estadual reluta ao apoio federal e este tira partido da onda passando-se por bom.
Na periferia policiais são assassinados nas madrugadas e nela os humildes são mais humilhados por policiais à procura de bandidos. Tem gente inocente pagando a conta. Nesse cenário prega-se a violência. Ouço o tempo todo frases do tipo "bandido bom é bandido morto". O ódio se estabeleceu e cegou a todos. Quando o cachorro persegue o gato em volta de uma mesa, chega uma hora que você não sabe mais quem persegue quem.

Nesse aspecto o Facebook sai ganhando. Menos pior a bisbilhotagem. É só alterarmos os nosso dados.

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