02/11/2012

Tchau ao Facebook

Li outro dia, não faz muito tempo, uma matéria feita por uma jovem jornalista, cujo nome não me recordo, que, para testar sua independência, se é essa mesmo a palavra, resolveu ficar um mês longe do Facebook. Nem por email e nem, muito menos, abrindo a página para uma olhadinha rápida. De uma forma tal como se ela nunca soubesse da existência da famigerada máquina das lamentações.  
Quando ela decidiu fazer esse teste partiu da ideia de que poderia, facilmente, sobreviver sem os fuxicos, lamúrias, indiretas, xeretices, contemplações, propagandas enganosas e as curiosidades que o site oferece. Aliás, tornando-se ele uma nova fonte de notícias, concorrendo com os jornais de carteirinha.
Aliás, só deu atenção para o assunto quando soube da história de uma fracassada tentativa de um amigo que por uma semana impos-se ao não uso FB e depois de três dias rendeu-se ao vício. Foi cutucado - palavras dele, segundo ela.
Que nada! pensou a jornalista. Eu entro porque quero, porque gosto, me distraio, pois quando me encher o saco, fecho a página e pronto.
E assim partiu para o desafio. O relato é hilário, cheio de detalhes que me impressionaram. Em pouquíssimo tempo a jovem se deu conta que a coisa não era bem assim. Em uma semana, antes mesmo da TPM, seu estado era de absoluto nervosismo, doentio de arrepiar os cabelos. E olhe que, supondo tratar-se de uma pessoa bem informada e de boas posses, com tantas outras possibilidades de diversão, passaria pelo teste brincando. Ela de pronto percebeu a encrenca em que metera. As desculpas começaram a despencar em sua cabeça: o que os amigos pensarão das mensagens enviadas a ela e que ficaram sem respostas? Que mal educada! E as felicitações pelos aniversários? O facebook faz isso para seus adicionados, chega a ser uma comodidade, a gente se "lembra" das datas até de pessoas que mal conhecemos. E por ai vai. O que pensariam dela? Assim do nada, desaparecer.
Para resumir, com muita força de vontade a jovem suportou o desapego por quinze dias, quinze longos dias, período em que nasceu um diário e dele o substrato para sua matéria que recebeu elogios e destaque na revista. 
Será? pensei comigo.  
Pois então, decidi fazer a mesma coisa. Afinal, ando também me questionando a assiduidade no teclado que me leva, invariavelmente à minha página.
Me programei e a partir do próximo dia 05 de novembro, segunda feira até o final do mês, dia 30, nada de Facebook. Estarei longe das vigílias. Afinal, me incomoda um pouco essa relação automática.
Quero ver se estou mesmo condicionado nisso, como diz minha mulher, pois pra mim, tenho que meu único vício seja o cigarro.  
Amigos e pessoas interessadas em conversar e saber de mim poderão me escrever. Cartas dão muito trabalho, emails são mais fáceis e na minha página é fácil saber qual é o meu endereço eletrônico. Ou, então podem me telefonar ou me visitarem em casa.
Aos aniversariantes do período, deixarei o meu fraterno abraço com desejos de felicidades sempre. Mesmo que não leiam, vale o que sinto por vocês. Se tudo der certo, me sentirei mais seguro em prosseguir na ideia de cair fora desse modelo de contato ou pelo menos, utiliza-lo moderadamente.
Quanto ao Blog a coisa é diferente. Aqui relaxo e descarregado meus sonhos e pensamentos com alegria e liberdade.
Compartilha, vá deitar-se, vou lhe usar! 
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