07/07/2013

INDIRETAS SOCIAIS

Percebo nas redes sociais, ao menos numa parte do que chega até a mim, algumas coisas nada legais. Dorzinhas de cotovelo enrustidas, recalques de origens bizarras, insatisfações pessoais mal disfarçadas e sei lá o que mais. 
A linguagem para esta técnica foi importada da vida analógica. Ela é curta, sem métrica e sem rima e invariavelmente sem sentido. Ao invés do uso do direto e reto, o atirador lança mão das indiretas e tortas, o tiro sai pra tudo quanto é lado, às vezes até pela culatra e ninguém escapa. É cego em meio a um tiroteio. 
Imagino o mensageiro pensando em uma pessoa e mandando o pau na base do lusco e fusco. Com a adrenalina explodindo nas pontas dos dedos ele põe pra fora tudo aquilo que gostaria de dizer pessoalmente, mas não tem coragem. Falta de coragem, seria isso? 
Redes sociais para alguns deveria ter outro nome. Facebook, por exemplo, poderia se chamar Rancorbook. 
Claro que não tem só isso por lá. Há mensagens de amor, de fraternidade, de otimismo, positivismo, curiosidades, brincadeiras, jogos, crenças, ideologias, paqueras, manifestações de alegrias e tristezas, tem de tudo no FB. Mas o ítem recalque eu destaco aqui no blog. 
Arma de defesa contra isso? Tem sim, um belo e discreto desprezo. Deixe que se doam dentro de sua pequenez ou, como eles preferem ser vistos, dentro de suas grandezas.
Lá de cima somos todos do mesmo tamanho. E aqui entre nós, de perto ninguém é normal.
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