27/10/2012

Mutantes

Me permita a postagem do seu vídeo, amigo, Humberto Mesquita. A indignação aqui é tamanha que resolvi publica-lo por aqui. Este que é meu cantinho de lamúrias, desatenções e relaxamento. Mesmo quando indignado.
Reproduzo também meu desabafo, tal e qual postei no facebook, logo após ter assistido ao seu depoimento para o  Ecovox. E resgatei de uma reportagem publicada na Folha de S.Paulo de hoje sobre o lançamento da biografia de Carlos Marighella, inimigo número um da didatura e ex-companheiro revolucionário e de ideais da hoje, Presidenta da República, Dilma Roussef.
E por pura brincadeira, mesmo com a putisse no coração, reproduzo a ficha de captura da digníssima, ex-revolucionária, Dilma, que já foi um dia, Estela, Luiza, Patrícia e Wanda e hoje alinhada e bem alinhada à nova Nomenklatura. Pelo que se vê a mudança foi muito grande. Mas o brilho de estrela é o mesmo.
"Mandou bem Mesquita. Estou mais do que decepcionado com essa mulher que um dia pegou até em armas para defender seus ideais. Decepcionado com esse partido político que parece ter DNA totalitário, que nasceu de manifestações operárias, tragados de início por sindicalistas espertalhões e intectuais hipócritas da classe média e quando sentaram-se ao trono, saboreando o poder, deram bananas aos que os elegeram. Nos enganam o tempo todo com bolsas isso, bolsas aquilo, como se fôssemos um bando de patetas, mendigos pedindo esmolas. Mentem o tempo todo como seus antecessores sempre fizeram. Lamento mais uma vez na vida a minha inocência. Estou indignado com a indiferença que cometem agora com esses índios. É desumano. O cara nem com a grave doença larga a rapadura.
Realmente lamento. Não foi dessa vez ainda."

Publicação Folha de S.Paulo de 17/10/12
Imagem Google
Imagem Google

Trechos da reportagem

O comunista e guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969) é uma figura onipresente na história da esquerda brasileira por quatro décadas --de 1932, quando participou das primeiras agitações estudantis em Salvador à sua morte, em São Paulo, em 1969, quando era considerado o inimigo número um da ditadura, graças às ações de guerrilha da ALN (Aliança Libertadora Nacional).

Após nove anos e meio de pesquisa, Magalhães descobriu que todas as afirmativas acima são falsas.

1) Marighella não estava armado em 4 de novembro de 1969, quando foi alvejado por quatro disparos de policiais comandados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury;
2) Ele sofreu torturas uma única vez, em 1935;
3) Não sobrou o registro da nota da prova em verso;
4) Gilberto Gil diz que só repetia onomatopeias em "Alfômega".
Mário Magalhães desfez os mitos em torno do guerrilheiro por uma razão aparentemente simples, segundo ele: só escreve o que pode ser provado por documento ou depoimento.
"A vida real de Marighella é muito mais espetacular do que a mitologia criada por aliados ou inimigos", afirma o autor.

É isso, meu caro.
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