20/10/2012

Diário deste sábado

Hoje de folga do trabalho acabei como uma barata tonta dentro de casa. Só faltou sentir a sandália de borracha sobre a minha carcaça. Quis ir pra lá e pra cá e não sai do lugar. O dia praticamente se foi e aqui estou sentindo a segunda feira mais próxima que ontem.
Tudo bem, menos pior, pois se tivesse sobrevivido a um atropelamento de um caminhão de carga, estando num quarto de hospital, engessado até o pescoço, chorando de dor após o efeito da anestesia, a coisa estaria realmente mais difícil. Que alívio!  Pense assim! diria o otimista.
Durante a semana planejo tudo aquilo que não posso fazer ao longo dela - sair, me divertir, pescar, ler, pegar um cineminha, beber, sei lá, fazer um monte de coisa. E nada, nada vezes nada ando fazendo.  Vem me dando uma tremenda preguiça, um cansaço de velho, que acabo deixando pra depois. E o depois chega e deixo novamente pra depois e assim vai. 
Me levanto sempre cedo, também aos sábados e domingos, nunca depois das sete. Isso não é hábito recente, essa mania vem desde os tempos de garoto. Um médico me disse uma vez que está ligado à minha ansiedade. Após o café e o cigarro, me ponho diante do computador e começo a procura do que ler. 
Gosto muito de notícias, seja lá quais forem, elas me atraem. Sigo de política até aos resumos das novelas. Passo umas duas horas lendo um monte de coisa e, claro, ao som da rádio do site - CBN, Estadão-ESPN ou Bandeirantes, não exatamente na mesma ordem, são as que mais ouço. 
Vou lendo e ouvindo os locutores tagarelando, me parece terapêutico. E, de certo, dou uma passadinha no facebook, se tornou hábito, parece que falta alguma coisa quando pulo essa etapa. Aliás hábito que deixarei de lado em breve. Assim como o maledeto do cigarro.
Também aproveito as manhãs de sábado, quando estou em São Paulo, é claro, para comprar alguma coisa. Sempre tem o que comprar. Ração para o Ugo (sem H mesmo), o peixe do aquário, da Lucy In the Sky, minha cachorrinha mais do que querida, algum reparo no carro, incluindo o lava rápido. Jogar na megasena, ultimamente entrou no roteiro, quase que regularmente entro na lotérica pra sonhar um pouco. Uma bobagem a ser cortada o quanto antes.
Depois do almoço, em casa ou em algum restaurante, é hora dos quinze minutos, um breve cochilo meio que estirado no sofá. A TV ligada ajuda o sono quem vem pesado e rápido. Nunca passou de vinte minutos. Um pouco mais tarde alguém nos visita, sempre trazendo alguma novidade. Os assuntos são sempre diferentes aos finais de semana, isso ajuda relaxar.
O fato mesmo é que o cidadão aqui está a quase seis anos sem tirar férias. Viagens curtas de dois ou três dias quando muito aconteceram. Pra quem adora viajar, tanto quanto devorar pizzas e comida japonesa, ando saboreando quase nada, ou nada de uns dois anos pra cá. As férias foram adiadas pela enésima vez. Próxima parada dia 23 de dezembro.
Meu plano - Machu Picchu, Patagônia e Santiago do Chile. Buscarei nesses lugares a inspiração para escrever uma história a qual, um dia, pretendo transformar num filme.
Enquanto isso, fico por aqui matutando e enrolando o tempo. Afinal, não está tão ruim assim. Nem fui atropelado. Estou só um pouco cansado, só isso.

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