11/12/2011

Aos amigos

Aos amigos, desejo um bom dia. Mas, desejo com entusiasmo e com esperança para que o seu dia seja verdadeiramente bom. Alegre e realizador. 
Ao lado dos familiares, dos colegas de trabalho, da escola, da rua de baixo, da rua de cima. Ao lado dos vizinhos da praça ou do bairro. Ao lado dos amigos que preservamos desde a infância, da adolecência, do primeiro emprego. Dos amigos que pouco ou não mais conversamos, mas que, do nada, nos lembramos, parecendo que estão em voz baixa, bem ao pé do ouvido nos chamando. 


O bom dia não pode ser o de praxe, o dito como forma de cumprimento. Aos amigos, o desejo tem de ser com sentido, com força e determinação, para que os seus dias sejam realmente de felicidade, aquela felicidade que não damos conta no momento em que a vivemos. Aquela felicidade que somente percebemos anos depois, ao longo do tempo. As que na hora são sorrisos, brincadeiras ou mesmo discussões, mas, que de forma estranha, passado o estresse, se recompôs sem mesmo pedidos de desculpas. A alma falou por si só, não precisou de desculpas.


O desejo de bom dia precisa ser verdadeiro. De verdade verdadeira. Aquela que vem do coração, de dentro da alma como se diz e que só a gente sabe quando é dita com verdade.
Sabe aquela que a gente esconde dos outros e até da gente mesmo? Aquela que dá um pouquinho de vergonha (não sei se é isso), mas que por qualquer razão, então, disfarçamos dos outros e escondemos um pouco de nós mesmos? É essa que me refiro. A que os olhos não escondem, por mais que queiramos.


Gostaria de saber a origem das palavras. Imagino que exista alguma relação entre duas - amigo e verdade.
Como imagino também uma forte relação dessas com a palavra eternoElas não deveriam ficar debaixo das sete chaves e nem dentro do coração, elas deveriam ficar expostas. Bem expostas.
Sempre gostei do sentido dessas três palavras, mas sei que preciso aprender mais sobre elas. Como relacioná-las na prática. Parece que a cada dia fica mais difícil. Não consigo entender a fragilidade como elas se rompem. Sei também que poucos conseguem mantê-las unidas. Devemos aprender mais sobre isso. Eu estou tentando de verdade, embora alguns pensem que não.
Amizade verdadeira é eterna. A frase mesmo parecendo de pára-choque de caminhão, guarda um significado maior. Tem de ser e espero que seja mesmo. Aqui escrevendo, ameacei um sorriso nos lábios só de pensar.


Amigos - do gênero masculino e aqui aplicado no plural. Cabe também o sentido ao gênero feminino e, claro, o mesmo, no singular. A língua portuguesa é demais machista, por isso explico e deixo a pergunta - Por que Deus e não Deusa?
A saudade dos amigos às vezes bate forte. Do nada ela vem ao ouvido como num sopro sorrateiro. Nos arrepiando, fazendo os olhos cerrarem acelerando a pulsação e umidecendo as mãos.  
Saudade é uma palavra que não gosto, nunca gostei. Se tivesse cor não passaria de um cinza bem tosco, se tivesse aroma iria se comparar ao de enxofre e se tivesse gosto seria próximo ao de uma sopa de ervilha que não suporto.
Quando escrevo costumo substituí-la por um bom dia! Quando a sinto mais intensamente, escondo. Escrevo e ela se vai.


Bom dia!














  

























Postar um comentário