30/11/2011

Um bom e velho amigo.

Encontrei ontem um bom e velho amigo. Que alegria, que coisa boa rever pessoas que gostamos e que há muito não víamos, não é? Ainda mais quando não esperamos, quando o encontro é casual. Eu simplesmente adoro, ganho o dia quando isso acontece. Eu acho que todos nós somos assim. 

A vida pára por uns instantes e de pronto vem ao pensamento a história que se embaralhada, se mistura confundindo épocas e situações distintas, iludindo os felizes amigos. 
E claro, como se diz, cada conto um ponto - com o tempo as histórias meio que se transformam em estórias. Mesmo assim o que não seria tão verdade ganha um colorido todo especial, indefinível e passa a ser verdadeiro para ambos naquele momento.

As perguntas depois dos abraços entusiasmados e os elogios quanto as aparências são sempre as mesmas: como vai, meu amigo? O que anda fazendo? O que conta de novo? A gente quer saber tudo dele ou dela muito rapidamente.
Se estamos com pressa naquele momento e sem tempo para levar a conversa adiante, um encontro para breve, aliás, sempre muito breve, fica marcado. Mas, invariavelmente, a data e hora não ficam bem acertados - celulares e emails, um pega do outro e o amanhã te ligo, é o que se diz no final do encontro.
E depois cada um segue para o seu lado. E a vida continua até um próximo encontro casual.
Nem sempre se revêem, cada um tem sua vida e a distância os separam como óleo e água - mesmo que vivam na mesma cidade, às vezes até no mesmo bairro.

Enquanto a vida lhes deu oportunidade no trabalho, na escola ou em qualquer outra atividade, foram eternos amigos para sempre, inseparáveis. Mas quando se distanciam pelas brincadeiras do destino e se transformam em abóboras em noites de lua cheia, a lembrança, o intocável, com o tempo, parecem fumaça escura que muda de forma com o vento.

Muitas vezes as lembranças se sobrepõem ao fato. Ganham dimensão e enredos novos. O encontro casual é de satisfação imensurável, a sensação é de como tocar na memória, mexer nela, no tato, sentido-a na pele e nas digitais.

Algo equivalente a sensação de um bebê que leva tudo que encontra à boca.

Ao longo da vida conhecemos pessoas que deixam o carimbo em nossa alma, para sempre, marcando o espírito, definindo um período, difícil ou daqueles alegres. Até os difíceis se tornam memoráveis depois dos tempos.

É bom rever amigos, pois com eles resgatamos a história da nossa formação, da nossa educação.
Sinto saudades de tudo e de todos. De alguns e de algumas, um pouco mais.


Sinto saudades do meu pai. Faz dois anos, um mês e doze dias que não nos falamos pessoalmente, nem por celular, nem por emails. Só por pensamentos. Eu aqui e ele lá, onde um dia nos encontraremos.

Sempre juntos.


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