24/09/2011

A ideia.

Foto encotrada na Internet

Um amigo publicou uma mensagem no Facebook.
“É incrível. Estados Unidos sofrem com o furacão Irene, agora o golfo do México, ali ao lado, está aguardando o furacão Hilary, o Japão enfrenta Tsunami; a Grécia se afunda, Itália e Espanha estão no buraco, e o Brasil é um Oásis de felicidade. Está certo que nós temos aqui a violência e a corrupção. Então vamos lutar para acabar com a violência e a corrupção cortando o mal pela raiz. VAMOS VOTAR EM GENTE SÉRIA E HONESTA”

Aqui comigo pensei: o Brasil é um oásis de felicidade, votar em gente séria e honesta. Interessante.
Em poucos minutos seguiu-se a sequência de postagens:
“Difícil é encontrar essa opção!”
“Quem tem esse perfil não se candidata, acaba se corrompendo às vezes até sem a pessoa querer”
“falô tudo, só que as vezes penso que esse mundo não tem mais jeito... e a nossa política não sei porq corrompe nossos homens...”
Uma atrás da outra, sem parar, até que o amigo se pronunciou:
“Procurando, acha. A maioria é desonesta, mas nossa obrigação é varrer os sacanas”
Outra avalanche de contestações:
“mas a questão é... estamos falando de um homem que a gente vê íntegro, se candidata, a gente, vota põe a maior fé... chega lá ele se perde e a gente desconhece. Deve ser o lance de levar vantagens quando está lá, esquece do povo... mas eu sei que existe muita gente séria, que pode fazer a diferença, mas parece que a maioria das vezes o mal caráter se destaca, mas é por isso que está em toda parte... supermercado, igrejas, clubes, empresas...”
“pode ser que eu esteja errada, ou já perdi as esperanças de ver um mundo melhor sem violência, sem me preocupar em mandar meu filho pra escola ou de sair de casa... para trabalhar com medo de não voltar mais. é difícil...”
Veemente, o amigo defendeu sua tese. Percebendo que a manifestação espontânea de tantos não parava, como dominós caindo, um sobre outro, numa sequência lógica e de certa forma, aparentemente constrangido, insistiu um pouco mais:
“Olha gente. A nossa questão é cultural. O brasileiro quer levar vantagem. E aí você vê corrupção na política, corrupção na administração das empresas, corrupção nas igrejas que exploram a crendice popular. O cara entra no supermercado e furta, o cara ver uma bolsa numa mesa num clube(estou falando de E.C. Pinheiros) e leva. Precisamos parar com essa mania de culpar só os políticos, que são safados obedecendo a uma regra geral.”
Um sujeito o qual nunca tinha ouvido falar colocou sua posição:
“Me desculpe, caro amigo. Sou de boa fé também. Acredito nas pessoas e acredito que somos todos, por natureza, do bem.
O que eu não acredito é nessa forma de democracia. Não acredito como as pessoas são eleitas para os cargos. Não acredito em partidos políticos, muito menos em campanhas políticas, coordenadas por publicitários e marqueteiros profissionais. Você já leu algum projeto de candidato quando ele está em campanha? Coisa mais linda. Um revolucionário.
Não acredito na justiça brasileira, assim como não acredito que possamos mudar tão facilmente este mecanismo. Não acredito até mesmo naqueles que chegam lá com as melhores intenções, que consigam alterar as regras. Em pouco tempo tornam-se laranjas dentro de um suco azedo.
Não acredito num sistema que, entre tantas coisas, admita que um deputado ou senador da república, se afaste temporariamente do cargo o qual pleiteou e conquistou para cumprí-lo pelo voto popular, para assumir um ministério a partir de articulações políticas, nefastas. E quando este é delatado por adversários por desvios de verbas públicas, benefícios à parentes, amigos ou coisas dessa natureza e sempre contando com o ampla divulgação da imprensa que se apresenta nessas horas como a balisadora da ética e na sequência ele é destituído em nome de uma transparência e ainda no dia seguinte este tosco cidadão retorne com a maior cara de pau ao posto que lhe fora garantido legitimamente, como se nada tivesse acontecido. De alma lavada, cara esfregada, livre como um pássaro, votando de forma secreta ou não, dependendo do interesse do curral, leis que posteriormente são sancionadas por um presidente, também eleito pelo sistema e que um dia ocupou o mesmo assento na Câmara. Indica, meu caro, que estamos diante de alguma coisa no mínimo patética. E pior, tudo dentro da Lei. 
Acredito sim e muito, meu prezado amigo de boa índole e boa fé, que como não podemos mudar o sistema, devemos então, nas próximas eleições, votar nas putas, pois os filhos delas já fizeram muitos estragos em nosso País e quem sabe assim teremos alguma chance de mudanças”
A troca de mensagens se deu no início da semana. Hoje sábado, abrindo o Facebook lembrei do assunto e curioso fui buscar a continuidade. Nada mais foi escrito. Nenhuma outra manifestação.

Devem estar pensando na possibilidade. Eu estou.

Bom dia!




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