05/10/2014

Bolivarianos x Coxinhanianos

A diferença de percentuais entre os candidatos que chegaram ao segundo turno inspira a análise dos comentaristas e do cidadão comum.

Em discussão o destino do expressivo número de eleitores de Luciana Genro, mais de um milhão e seiscentos mil votos, o contigente de eleitores dos demais nanicos e também a soma dos votos brancos e nulos que num segundo turno, podem se transformar numa espécie de voto de protesto contra um dos lados.

Para alguns, boa parte desse universo paralelo tem migração certa para Dilma. Para outros, nitidamente, Aécio leva a vantagem. Os argumentos são sempre veementes.

Qual a razão para tanta certeza? A resposta seria: fé. De crença verdadeira, aquela que vem do fundo da alma ou a da fé interesseira e que desde já influencia opiniões.

Vejo essas discussões como uma grande bobagem, coisa como defender quem foi o melhor, Pelé ou Maradona, Schumacher ou Senna ou então, eleger a melhor seleção de todos os tempos.

Nada de prático na leitura de bolas de cristais a não ser a de exercer influência ou acariciar o próprio ego.

Foi de doer ouvir Dilma elogiando a "militância" do vice Michel Temer durante a campanha, antes um cara de extrema direita para a então esquerda petista, ou,  ouvir de Aécio Neves, nos agradecimentos por conta da surpreendente chegada ao segundo turno, evocando a nobreza (?) de Eduardo Campos. 
Já seria um convite aos eleitores de Marina para que em revoada sigam o voo dos tucanos? Que jogo estranho esse.

Vale então, para nós míseros terráqueos, optar pelo estupro por bolivarianos ou por coxinhanianos.

#aquicontinuamuitophoda.



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