05/01/2013

Ano novo e nada de novo (por enquanto, segundo os crentes)

Semana agitada no maior país da América do Sul. Em destaque uma tragédia claramente anunciada para todo início de ano. Desta vez a tromba caiu no município de Xerém, no Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas tiveram suas casas levadas pelas águas, com gente desaparecida e outras perdendo tudo o que tinha. Nada de novo além do local. Zeca Pagodinho na condição de cidadão comum se dispôs à ajuda. Nota 10 para o pagodeiro de verdade. Assim é que se faz, meu caro, brameiro da melhor qualidade. Lembrando que não usaram a verba para as prevenções de fenômenos naturais e pouco se fez de restauração das tragédias anteriores. 
No Rio de Janeiro há água em abundância, enquanto que no nordeste do país, pela falta dela, milhões de brasileiros vivem em desespero absoluto. Não chove e a seca perversa escancara a mazela. Falta sensibilidade e ação de quem governa. A secura revela a verdadeira condição dos brasileiros que vivem no Brasil, um país anunciado como uma das maiores economias do mundo, crescente e respeitada nos quatro cantos do globo. 
Governantes, banqueiros, fazendeiros e empresários engordando nas mansões e os miseráveis sofrendo com a falta da atenção. Gado, roça e gente sem saber para onde ir. Só com a fé em Deus para suportar a desigualdade. 
Já em Brasília - alguns deputados federais tomaram posse substituindo na condição de suplentes, àqueles que tiveram que debandar para outras empreitadas democráticas, entre eles, José Genoino. Cabra macho nordestino dos bons, ou, daqueles que um dia foi, já não sei ao certo. A meu ver o correto seria ele não entrar nessa, mesmo tendo a lei ao seu lado. Lei absoluta, inquestionável, demicrática, como dizem, mas lei feita por legisladores que bem sabemos como são. No lugar dele manteria a dignidade e diria um não do tamanho de um elefante. Como ele mesmo disse um não maior ainda um dia quando era um jovem idealista sem temor. Admirava sua coragem. Acabou dando fogo à fogueira de quem o não quer. A imprensa caiu de pau. Mas entendo que o carteiro não deve ser xingado por ele me entregar uma carta de cobrança, pois quem deve sou eu. Ela faz o papel dela. (à parte, de fato, alguns interesseiros, afinal, fazem parte do mesmo sistema). 
A querida presidenta Dilma (nome horrível esse que inventaram para o cargo dela, se ela tivesse um marido ele seria chamado de primeiro damo?), aproveitou o período para o merecido descanso. A mulher não teve sossego nesse ano com sua equipe, em todos os escalões. Limpou o que pôde limpar (foi traída?). Aproveitou o recesso e foi para uma base militar bem cercada de proteção de tudo (e de todos). Ficou numa praia limpíssima, ensolarada, guarnecida de todo conforto. Não poderia ser diferente, ela merece. Mas, escandalosamente vizinha a uma praia comum lotada de gente comum (também da melhor qualidade), sem vigilância e sem estrutura alguma. Nem essa preocupação tiveram seus assessores. Parece que o estado de indiferença se estabeleceu por completo. Quem diria. 
Nesta semana tomaram posse os novos prefeitos pelo Brasil, os legitimamente eleitos pelo povo (pelas leis dos legisladores que bem sabemos quem são) Em São Paulo o jovem Haddad assumiu a prefeitura prometendo tudo e mais um pouco (durante a campanha, claro). Mudou o discurso sorrateiramente depois de consagrado eleito. Mas fala bem o homem, é do tipo que vende geladeira para esquimó em cinco minutos e o infeliz compra achando que fez o melhor negócio do mundo. Ele tem jeitinho de quem largou o diretório acadêmico na semana passada para candidatar-se a vereança de sua cidade. Geralmente dão pra trás com o tempo. Pela equipe montada por ele vai ser difícil segurar a fé em mudanças. Não apostaria, o partidão dele se tornou um gigante faminto, cheio de facções. Tem gente da melhor qualidade lá, mas a maioria a maionese azedou a tempos diante de tantos interesses escusos.  
A imprensa faminta parece que esqueceu de Rosemary e seus bebês nesses dias e os intelectuais dos outros partidões, também famintos (percebo que seja uma característica dessa categoria) deram a trégua típica dos recessos. Afinal ninguém é de ferro.
E nós continuamos por aqui cheios de fé e de esperança, conjunta à ordem e ao progresso do Brasil na próxima semana. Afinal, lembrando que o campeão de futebol do mundo de 2012 é um time brasileiro (duro de engolir a um palmeirense). A nação agradece. (perplexa)
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