14/03/2015

Sem porrada, gente!

Pessoal, só para lembrar, somos nós que estamos por aqui ainda e sabemos bem o final do enredo. 
Ilustração - John Lennon
Independente da cor da pele, da grana no banco, do time de futebol, do partido político, do sexo, se fazemos sexo com o mesmo sexo ou se não fazemos sexo, se a chamamos de presidente ou de presidenta, se a queremos ou não, se eu acho isso e você aquilo, nada disso é tão relevante depois da tensão. 
O que importa mesmo é não esquecermos que somos da mesma espécie, não somos zumbis, somos gente. Não pensamos da mesma forma, divergimos e conviver com a divergência é que são elas. 
Temos pontos de vistas diferentes, não gostamos das mesmas cores. Nem acreditamos num mesmo Deus e alguns, ainda, suspeitam da existência deles. 
Faz parte da nossa natureza, somos gente.
Se quiser ir pra rua protestar neste domingo, vá com fé, seja veemente, coerente, sem que para isso você precise provar ao mundo dando porrada em gente ou em latas de lixo ou vitrines de lojas onde trabalham mais gente. 
Se preferir não sair de casa, fique à vontade também, e nem se sinta um alienado de cérebro derretido. Se quiser andar de skate, de bike ou a pé, caminhe sem problemas. Abstenha-se.
Plante, regue e cultive. Vá a igreja, seja ateu, mas não haja como um zebedeu, por favor.
Você é um indivíduo, cada um de nós somos indivíduos. Somos um montão de indivíduos e carregamos nossas individualidades a vida toda para vivermos com outras gente.
Viver em grupo é uma arte. Pelo menos deveria ser.
À cada tempo chega mais gente, uns antes, outros depois, mas é certo para essa gente toda, o mesmo destino. E assim caminha a humanidade. 
Seria bom se pra tudo isso não precisássemos dar porradas, bastaria ser gente, já seria o suficiente.

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