10/03/2015

Impeachment

Sinceramente não tenho certeza que a presidente Dilma Rousseff deveria ser deposta assim de bate e pronto. Pareceria uma lança espetada nas costas da democracia. 
Foto vencedora do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha.
Wilson de Souza Junior - Agência Estado
Certeza eu tenho que jamais gostaria de te-la na presidência do Brasil, nem ela e nem qualquer outro de ideias totalitaristas disfarçadas de populares. Portanto, bolivariano nenhum seria presidente de um país onde eu tivesse que viver. Opto pela liberdade.
Não sei se a manifestação prometida para o domingo próximo deveria acontecer, ela está com jeito de ódio no ar, assim meio que brigas entre torcidas organizadas. Caso ela aconteça na proporção anunciada, pelo menos pela razão de um impeachment, seria a meu ver, um ato bem bolivariano e não de coxinhas.
Manifestação contra a política econômica, contra os excessos de impostos, inflação, intolerância com a corrupção, que agora se escancara pra todo lado, vale e valeria. 
 Como não sou a favor da pena de morte, apesar que a aceitaria em casos extremos, acho que a presidente Dilma deveria permanecer no cargo até o último momento de seu mandato, fazendo valer os votos recebidos pra ela sentir na pele cada minuto, cada segundo desse mandato difícil muito por consequência da péssima administração de sua primeira passagem. Com cobrança atenta de um povo que está explodindo de indignação e muito cansado de ser idiota.
Claro que não devemos cobrar somente da presidente, apesar dela e por ela, óbvio que não, seus vizinhos de poder, os do legislativo, por exemplo, deveriam estar na berlinda também, com o mesmo peso e a mesma medida.
Políticos de modo geral não prestam, não valem o que comem, dizia meu avô. 
É possível que haja excessões entre eles, mas o sistema está tão corrompido que o eventual honesto, caso haja essa espécie entre eles, acaba cedendo à pressão do partido e se torna um farinha do mesmo saco. 
Acho inocente e em alguns casos até maldoso a afirmação que quem não é a favor do governo faz parte de uma classe social privilegiada, uma elite branca de coxinhas. 
Sinto vergonha alheia quando ouço, vejo ou leio militantes ou simpatizantes ao governo tratarem a opinião oposta da forma tão insensata, como que somente eles detivessem a verdade, que somente eles enxergassem a pureza na imensidão do universo.
Quem não é a favor do governo pode até pertencer a uma classe privilegiada, mas seria uma classe dos que não se deixaram iludir por mentiras e que o mundo não estaria dividido entre petistas e psdebistas. 
Me lembro de um personagem de Dias Gomes chamado Sinhozinho Malta. Era um coronel totalitarista que praticamente mandava na cidadezinha que possivelmente se localizava nos fundões do nordeste brasileiro. Ele adorava cachaça, tinha jeitão simplório e era muito simpático com todos. Mas na verdade ele escondia um capeta dentro dele. Sinhozinho Malta era respeitado e temido, um Deus, praticamente.
No jeito jeito de ser ele dividia o mundo em duas porções bem distintas: os que estavam a seu favor e os que não estavam. Quem não concordasse, era, portanto, um inimigo e devia ser banido.
Impeachment não, deixa a gata tentar sair dessa.  A gente fica de olho.
ops... não a chamei de vaca porque percebi que alguns não gostaram da associação com tão respeitado animal. Olha que além dos indonésios, os indianos também poderão não gostar da gente!
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