29/10/2011

O tempo passa...


Não acredito, estamos no final de outubro. Como o tempo passa e o final do ano está tão próximo.
Outro dia conversava com um amigo sobre a sensação do tempo passar mais rápido quando nos tornamos adultos. Quando crianças ou mais jovens parecia que o tempo era maior, tudo era mais demorado, os dias eram mais longos. Não sei, essa era a impressão. 

Isso me levou a pensar no ano que em breve se encerrará.
Mas, já!  Sim, já! - repondo pra mim mesmo. Pode ir se preparando, meu caro, que o final do ano se aproxima e você não fez a metade do que se propôs a fazer. Pode ir se programando para o novo ano e planejar melhor todas as suas pretensões. Renovando as esperanças. (aqui caberia um sorriso ou um riso, dos irônicos)
Quem me ouve falando assim vai pensar que um sou sujeito organizado. Bobagem, não sou. Sou um ansioso sonhador, um eterno otimista que não se coloca como rendido e está sempre pronto pra guerrear, embora me julguem um calmo.
Mas, voltando ao tempo, você já teve essa sensação também? Imagino que sim, muitas pessoas falam a mesma coisa e geralmente as que percebem isso são as mais velhas (com perdão da má palavra), mais vividas, dizendo de forma mais cortês.
Penso que nos dias de hoje estamos tão envolvidos com o nosso dia a dia que nem nos damos conta propriamente do dia.
Acordamos ao som de um sonoro despertador ou pela nossa própria ansiedade, já fazendo conta do horário pra chegarmos ao trabalho e despacharmos tudo que é de mais chato pela frente.
Pensamos nas contas, nos insucessos, no que ficou pendente no dia anterior e torcendo para que tudo acabe bem nesse novo dia. 
A ansiedade acelera nossos passos. O café da manhã é breve com pouca conversa em casa - bom dia daqui, uma recomendação dali e vamos em frente.
No caminho, coincidência ou não, as coisas parecem se repetir. Os mesmos carros, as mesmas pessoas. O farol que raramente está aberto a nosso favor e quando isso acontece parece que começamos o dia com o pé direito - um sinal de coisas positivas à frente. Só rindo mesmo.
A ansiedade nos conduz. Reparo sempre como as pessoas estão mais tensas pela manhã, embora algumas tentem se mostrar diferentes. Não é verdade? 
Um simples fato logo cedo pode definir se o dia será bom ou ruim, como se recebêssemos um sinal enviado por forças ocultas que conduzem nossas vidas a seu bel-prazer. No meu caso me irrito logo de cara quando saio da garagem e os malditos carros me impedem a saída mais tranquila. Isso acontece dia sim, dia não. Na cabeça vem - filho da puta, podia ter me esperado! Nem sei quem está dirigindo, mas o carro em si desperta um rancor repentino como se fosse um monstro querendo me atacar. E quantos monstros encontro no percurso de quinze quilômetros até o trabalho nos quase trinta minutos que gasto diariamente (quando o trânsito está bom). Ouvindo os locutores falando sobre o trânsito caótico, acidentes com vítimas que deixam tal avenida congestionada, corrupção de políticos,  sobre o Palmeiras, meu time do coração que perdeu ou empatou na noite anterior (faz tempo que ele anda mal) e tudo mais.
É, penso, nada de novo de novo.
Mas, sendo eu um otimista, me esforço para não me deixar levar pelos sinais das tais forças ocultas. Fico atendo aos pensamentos e os remeto para coisas boas.  Vem um monte de ideias e em todas me saio muito bem. Penso também - Vão se danar, eu vou fazer o meu dia ser melhor e vocês não vão interferir. 
Às vezes eu consigo e me dou bem, outras, apanho feio e quando isso acontece, lá no final do dia, já estirado na cama em busca do sono profundo que raramente acontece, ponho na cabeça que o dia seguinte será melhor - o tiro feriu, mas não me matou. Acho que todo mundo faz isso, uns apelam para as crenças outros somente aos pensamentos positivos.
A rotina faz com que os dias sejam muito parecidos e daí vem a sensação de que o tempo passa mais rápido. Deveria ser o contrário, mas, não, como mágica o efeito ao longo dos meses faz com que a gente acabe perdendo a referência e tudo se mistura como numa massa de pizza e quando nos damos conta o tempo se foi e a frase sai como num início de papo bobo: 
Putz, estamos em outubro já, logo vem o natal, fim de ano e depois o carnaval!
Bom dia, então! Vamos viver nossos dias.
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