31/08/2014

Morrer pra nascer de novo

BASICAMENTE O QUE SE ESPERA NO BRASIL SÃO MUDANÇAS. MAS MUDANÇAS DE VERDADE, HONESTAS, NÃO BLÁ-BLÁ-BLÁS E NEM NHEM-NHEM-NHENS.
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Marina Silva, seria a mais nova esperança de renovação?
A sequência histórica a partir dos sessenta foi de doer, não só para quem esteve por eles, mas também para aqueles que chegaram depois deles.

Após a estada do último general, o que pediu para ser esquecido, nos mandaram um acadêmico para a presidência - José Sarney. Foi o que substituiu Tancredo o sujeito que saiu de súbito um dia antes da posse - uma verdadeira saída à mineira.

Sarney presidente foi o cara dos brasileiros e brasileiras, da inflação de mais de cem por cento ao mês, das greves, do plano cruzado, do Bresser Pereira e de tantas outras extra-terrestrices.

Daí veio a primeira eleição democrática para Presidência da República desde 1960. O Diretas-Já havia naufragado anos antes. 

Elegemos então um moderníssimo caçador de marajás, um super-homem, um cultuador do valentismo: Fernando Collor de Melo, uma espécie de Coxinha das Alagoas, um atleta de pai e de mãe, que sugeriu matar o tigre da inflação com um único tiro. Acertou no olho da grana no banco, reteve tudo. Se deu mal depois e nós também.  

Lembramos do ex metalúrgico que concorreu com esse super man no pleito democrático. Perdeu, pois na época não convenceu pelo discurso tosco e a Globo, sempre atenta,  logo o tirou fora do ar.

Daí desaguamos novamente num vice, Itamar Franco, exótico mineirinho arretato, um come-quieto legítimo. O sujeito foi logo ressuscitando o fusca e mandou ver nas URV's e no Plano Real. Essa ele acertou na mosca. A turma do sapo repudiou o #planoreal.

Adiante, mais consolidados na democracia, os brasileiros mandaram FHC para Brasília. Um intelectual de discurso convincente, sociólogo liberal que vendia geladeira para esquimó de tão bom de papo que ele era. Privatizou tudo que via pela frente e nego mamou legal. 
Acho que ele fez o que teve que fazer diante da globalização. A América bolivariana precisava ser inserida na nova ordem mundial.

2003 chegou e Lula, mais persistente que convincente, na posse chorou e fez muita gente chorar, inclusive este tonto blogueiro.

Deu continuidade na política econômica de seu antecessor, bem alinhado com mundo dos banqueiros. Personalizou sua passagem implementando algumas pitadas de ações sociais - deu bolsas pra tudo quanto é lado. Quanta criatividade se viu no reino Lulano.

Desfilou pelos quatro cantos do planeta distribuindo charme de novo-rico. Se esbaldou na farra da popularidade como um verdadeiro chefe de banca de bicho do meio da favela. Um rei da cocada preta. Até avião novo o danado comprou. 

Lula quis o Nobel ou a vaga do Papa? Não, isso é boato. Pura intriga da oposição.

Dona Dilma, mais discreta, marquetada como gerentona, logo de início teve que engolir um ministério com boa parte envolvida em acusações de corrupção. Um time que seu antecessor-mentor empurrou pela garganta da protegida. A bomba explodiu depois e o mentor se esquivou como sempre faz. Ele nunca sabe de nada, nem a Rosemary ele soube que um dia existiu.

Dilma começou mal e com o tempo foi piorando. Nem com os mensaleiros no xadrez a vida aliviou. 
Em rota de colisão ela encara o desgaste popular de nariz em pé. Desgaste baseado na frustração que seu governo impôs ao brasileiro comum, o mesmo brasileiro que depositara as fichas no blá blá blá de um partido supostamente trabalhista.

Não cumpriu quase nada do que prometeu, as mudanças não vieram e a marolinha se transformou num tsuname na vida da nova classe média e o pau comeu solto nas ruas do país tendo início nos míseros vinte centavos na tarifa do busão.

Sem levar em conta o fiasco da Copa do Mundo - não somente pelos sete a um e três a zero, mas pelo mal negócio que se revelou posteriormente. Não lotou o hotel e o trem-bala nem saiu do papel.
O resultado influenciou negativamente no balanço do semestre, foi o ministro quem disse, não a mídia. 

Quem ganhou na Copa foram os mega empreiteiros e os das canetas, pelas construções dos super templos esportivos de mais de bilhão de reais. Nego mamou muito, como nas privatizações.
                                               #eleições#candidatos#corrupção#democracia
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Marina, a ambientalista.
As pessoas não estão interessadas nas ideologias dos candidatos já que constataram que a natureza distinta de cada um deles faz com que, uma vez no poder, cometam as mesmas transgressões que os seus antagônicos.

O cidadão comum topa encarar qualquer um na Presidência da República, porém,  já esboça pelas pesquisas, uma única exigência: que o novo presidente não venha do PT, do PSDB e nem do PMDB, instituições que representam um continuísmo não mais tolerado. 

Eu incluiria os demais partidos nesse pacote, pois acho que o problema é muito maior que os próprios partidos. Esses mantém e usufruem do sistema como ele é. E nada de mudar.
O fato é que esses partidos majoritários estiveram muito presentes na vida pública do país desde a fuga dos generais em 1985.

Nesse contexto votar em Marina Silva seria como votar no Tiririca ou em qualquer coisa exótica que apareça em campanha.
Parece uma espécie de vingança eleitoral, as pessoas ingenuamente entendem que podem protestar votando em alguém de bruta diferença. 

Depois que passa a onda, elas esquecem e a vida segue normal, como sempre foi e a roda gira.

A máquina é realmente poderosa.


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Se eleita Marina Silva mudaria o visual?
A figura de Marina Silva dá a ilusão de renovação no cenário político, sentido de algo novo, de um horizonte espetacular. 
Votar nela está se mostrando moderno, assim com o foi progressista eleger Getúlio Vargas em 1950, Collor de Melo em 90 e mais recentemente, Lula, depois da virada do século.

Pra mim Marina Silva e os que estão com ela nessa empreitada, vivos ou mortos, não me mostraram o menor indício de renovação. Jogam com as mesmas regras e são elas que fomentam a farra da grana fácil e da soberba.

Antigamente para situações esdruxulas usava-se uma expressão simplória que bem caberia ao nosso querido país. Era mais ou menos assim: 
"Tinha que morrer e nascer de novo para quem sabe aprender de vez"

É duro dizer meu caro amigo, mas é assim que enxergo o cenário brasileiro, ainda bem bolivariano. 

Contudo, bola pra frente.

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