07/01/2012

Para o alto e avante !

Atrás de um idiota tem sempre uma grande mulher.
Alguém disse isso. Não sei quem, mas acho que ouvi essa frase algum dia e devo ter gostado dela. Se não disseram, se não a ouvi, acabo de criá-la, pois me veio à mente e aparentemente do nada. Convicto da ideia, me pus a escrever. Mas, ainda acho que alguém disse isso. É muito boa.


































Atrás de um grande homem tem sempre uma grande mulher.
Esta é a frase original, porém, prefiro a do idiota, me parece mais verdadeira.
Em geral, os meninos são educados para serem mais fortes que as meninas. Mais robustos, toscos, mais espertos e devem ser os mandões. 
Pés pesados no chão e passos desajeitados quando caminham e preocupados são, salvo exceções, em não deixar as ancas rebolando e nem ter cintura fina. Isso pega mal e nem mesmo elas gostam. 
Os meninos dão ordens como generais de brigada e submetem as meninas ao seu patético modo de agir contando com estímulo não menos patético dos pais. Dos pais, não das mães - essas deixam acreditarem que estão no comando, assim, fazendo-os sentirem-se donos da situação. Sempre certos, mesmo estando errados. Suprema perspicácia feminina.

Meninos não choram, isso é coisa de mulher. Meninas falam bobagens o tempo todo, sem nexo para meninos. Brincam de casinha, de boneca, gostam de se olharem ao espelho e assistem reprises de novelas no Vale a Pena Ver de Novo. Perdem quando são submetidas à força física e menosprezam essa deficiência - coisa descabida à natureza do macho. 
Reclamam de dorzinhas de nada, choram por nada e nada querem querendo tudo. Não sentem vergonha disso. Meninos, mais serenos, retém o sentimento,  escondem-se para chorar, só se liberam quando perdem a mãe ou o pai.
Elas gostam do rosa, da textura do tom pastel. Eles preferem o másculo do azul escuro ou do verde musgo, marrom, do preto ou do sem cor alguma - tanto faz a cor desde que não seja o rosa. Uma menina aceita o azul o menino, jamais o pink.
Elas, sublimes na meiguice, chegam de fábrica já com maior sutileza. São doces na leveza diante da dureza. Hábeis no sentir, no ouvir, em intuir, até mesmo quando utilizam do artifício genético da dissimulação ou de gritinhos, rigorosamente agudos e impertinentes. Calam-se quando entendem ser estratégico e a boca se fecha, baixando ainda, o semblante dando um ar servil de vítima inconteste. Cumprem com talento e o instinto feminino o manual de sua natureza. Parecem flores que se fecham a noite para ficarem mais bonitas durante o dia.
Também usam do silêncio carrancudo desorientando o sexo valente e é invariável o menino que não se dobre a tática - é de sua frágil natureza. O silêncio carrancudo, talvez seja a arma mais feroz, ameaçadora e fugaz da expressão do sexo oposto. Generais se rendem e magnatas se vendem diante do silêncio de uma mulher. O silêncio é como o vento, não se vê, se sente e ele deixa rastros.
Na história grandes mulheres estiveram atrás dos grandes homens. Mães, tias e avós. Esposas, filhas, netas e concubinas. Estas, aos montes. Dominantes, conduziram em espírito, as tropas.
A pedra mesmo dura e áspera se esfarela com o toque suave e constante da mão de uma mulher.
Meninos e meninas, juntos se completam. Dependemos uns dos outros, fomos criados na verdade, uns para os outros. 
Elas não seriam nada, absolutamente nada, não passariam de míseras pirralhas, desorientadas com seus gritinhos enfadonhos, umas pentelhas chatas, se não tivessem à sua frente, a força e a serenidade dos generais, dos magnatas - estúpidos idiotas metidos a bestas, arrogantes e que não choram na frente dos outros e nem riem dos próprios erros.
Seguimos nós, os machos à frente. Como a natureza assim exige.
Avante, idiotas!


Bom dia.
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