30/07/2011

Bem-vindo!

Até que enfim criei um blog.

Muita gente têm um e resolvi criar o meu.

Num sábado de manhã de um dia quase frio e nublado em São Paulo e sem ter muito o que fazer, fora o que trouxe pra casa, escrever me pareceu mais confortável.

Falar sobre nós mesmos, das situações mais curiosas do dia a dia, no ambiente familiar, no trânsito, no trabalho que nos toma boa parte do tempo e da paciência, sobre intrigas em que somos involuntariamente envolvidos ou aquelas em que envolvemos outras pessoas, dos gestos nobres das pessoas que conhecemos ou não que repercutem na nossa alma e merecem registro, sobre as mágoas que escondemos, dos insultos e grosserias dirigidos a nós de quando em quando, as alegrias repentinas que do nada vem e nos acalmam, tudo parecendo cumprir um roteiro magnificamente elaborado para um filme, uma peça de teatro ou melhor ainda, para um show de circo de interior de lona colorida e desbotada com palhaços, mágicos e malabaristas, onde somos todos espectadores e artistas ao mesmo tempo - observar e comentar essa odisséia torna-se divertido. Viver na verdade pode ser bem divertido.

Geralmente sai confuso o que escrevo, parece que me escondo um pouco no início, busco palavras mais adequadas. Frases curtas seguidas de outras mais longas. Parágrafos maiores, mais cansativos se alternam com os mais curtos. Não há simetria.
Na época da máquina de escrever era mais difícil. Com o computador a gente deleta rapidamente frases inteiras e o corretor ortográfico é mais que um "pai dos burros" nos salva a todo instante, sinalizando com linhas vermelhas bem abaixo do incorretamente escrito. Qualquer um pode escrever assim sem pagar muito mico.

Às vezes falo muito e ouço pouco, outras ouço mais e nada falo. Nessa última condição me sinto um personagem estereotipado de filme de gangsters. Parece que meu semblante se transforma. Por isso recorro às caretas, acho que é pra disfarçar.

Ao longo dos dias a gente se depara com muitas coisas diferentes, tanta gente que falamos, tantas situações. Acontece muita coisa desde o momento em que colocamos os pés no chão saindo da cama quentinha até voltarmos para ela no final do dia.
Dessa forma pensei organizar isso tudo e postar num blog. Indo do açúcar ao sal ou na ordem inversa.
Postar, um verbo? Antigo parece, tempo dos envios de cartas acho, resgatado para aplicação na tecnologia dos novos tempos.
Mas, quem se interessaria por essas postagens?  Não saberia dizer com precisão - muitos talvez ou a ninguém além de mim mesmo, mais provável.
Possivelmente poucas pessoas irão ler o que escrevo agora e o que escreverei posteriormente. Mas mesmo assim achei a idéia legal. Afinal, todo mundo é curioso.

A você leitor desconhecido e confesso pretendido, aos amigos do peito que singelamente se dispuseram ao acesso, aos ex amigos e àqueles que só me vêem como tal, mas por estarem aqui,  suponho interessados ainda em saber um pouco mais de mim, encontrarão neste blog um prato cheio.

Digo então - Bem-vindo!
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