Rapaz, não sei o que está acontecendo, de uns tempos para cá dei de acordar e me levantar muito cedo. Três, três e pouco da manhã eu desperto. Olho para o relógio: ainda é cedo demais, não vou sair da cama. Sacanagem. Me viro para o outro lado, me cubro e descubro, rolo pra cá, rolo pra lá, três e pouco, três e meia, quinze para as quatro. Cacete, quase quatro da manhã já. Já? Ainda é cedo, pô! Para com isso!
Quatro e pouco e o sentimento de culpa agora diminui, me levanto com cuidado para não acordar com quem durmo há 40 anos e que parece curtir nessas horas o oitavo sono.
Dez minutos depois estou tomando o primeiro cafezinho com leite ouvindo a respiração fluir mais leve pelos pulmões de ex fumante. Ouço também meus passos arrastados na cerâmica do chão.Sinto na pele pouco coberta a brisa da manhã entrando pelo vitro da cozinha que acabo de abrir com cuidado para não acordar a vizinhança, preciso arrumar esse troço. O café estimulante me lembra sempre do cheiro do papel de jornal, este que não passa mais em casa, há anos que não assino nada impresso, a internet substituiu tudo. Até mesmo alguns livros se tornaram virtuais, me rendi à preguiça tecnológica.Agora no verão com horário personalizado, seis e pouquinho os primeiros raios do sol entram pela janela indicando que o dia se inicia e cá me pego prontinho pra começar. Agora marceneiro (?)
When I'm sixty three chegou e o four de quando eu tinha 18 logo logo chega, em 18, em 12 do 1.
Good morning, good morning, Rita.
Imagem: Google
Criado em 2011. Fui mais assíduo nas postagens, contos e comentários. Hoje o mantenho como esconderijo, aqui guardo meus segredos. Quase isso.
16/01/2017
Bem cedo, todos os dias.
13/01/2017
Oficina do Brechó 3
CASA CHEIA
A oficina está lotada, tem muitos móveis no restauro para depois seguirem "novinhos" para o Brechó.
Ontem, 12 desembarcaram o guarda-roupa, uma cama de casal de molas, das antigas, um aparador, baú de vime, gabinete tipo camiseira, um criado-mudo e mais algumas coisas.
Preciso liberar tudo isso o quanto antes.Vamos em frente, cheio de serviço, oba!!!
A mesinha de centro - primeira foto é produção made in mim em curso.
Bom final de semana.
11/01/2017
Oficina do Brechó 2
MADE IN MIM
Saiu o primeiro projeto de 2017. Nesta terça, 10 foi para o Brechó o Móvel multi uso de nossa fabricação. Trata-se de um guarda coisas: alimentos, roupas, produtos de banheiro, sapatos, enfim, a utilização fica por conta do usuário.
Peguei a ideia do Pinterest.com e fiz algumas adaptações. Essa versão é invernizada e as janelas estão com tela plástica cinza para lembrar o aramado visto na página.
Outras versões, pintadas, por exemplo, podem ser feitas e até mesmo com alterações nas medidas. O cliente é quem decide. Esta tem 1,15m de altura e 43cm de largura. Ah, se preferirem com o aramado também rola.
O preço é baixinho baixinho, verifique direto na Loja lá em Piracaia.
Teve boa aceitação logo no seu primeiro dia de loja, Jóia!!!
Etapas na montagem:
Fotos do blogueiro aprendiz de marceneiro
08/01/2017
Oficina do Brechó
Oficina tomando forma. Orçamentos pingando de forma estimulante. Os restauros feitos em 2016 para o Brechó nos levou a acreditar na possibilidade da nova atividade. Foram muitas reformas, restauros e até mesmo criações de peças e boa parte com excelentes resultados. Teve gente que aplaudiu.
Assim, meio que sem querer querendo, com olhar amador, mas com o quê profissional a hora chegou.
É surpreendente a reviravolta. Acreditando de verdade que tudo de desgostoso ficou para trás.
Agora, bola é pra frente, no foco!
21/12/2016
ANO INDO
Ando indo sorrindo no ano indo.
É gostoso brincar com o som das palavras.
Tá quase no fim (hoje) este 16. Outro virá na sequência, o 17. Espero que este não me espete e seja melhor pra todo mundo.
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01/12/2016
Pensamento
Está difícil viver neste mundão velho sem porteira, para mim, por aqui quase nada faz sentido.
Destaco o meu país varonil. Ele tem o dom e o domínio da preservação do estado da bagunça eterna, não se acerta nem para as coisas pequenas.
Claro, preservando as excessões, nem sei mais quem tem razão nisso tudo e muito menos se existe alguma razão aqui, parece que tudo vem do coração.
Fico perplexo vendo pessoas inteligentes defendendo pessoas, para mim, totalmente do mal ou quase isso. Religiões, classe política, esportes, na música. Fico chateado com a forma de nos comportarmos quando defendemos ideias - com ironias, menosprezo aos outros, rancores, frustrações latentes, (não me excluo) e, naturalmente, nesse cenário complexo, algumas amizades que foram garimpadas com esforço ao longo da vida vão se desfazendo, sem darmos atenção para isso e por conta ficamos mais tristes por não enxergarmos uma saída na prática, sem rodeios.
Acho que vivemos no extremo dos extremos, quase alcançando o início da ponta inversa e que nos empurra, pela sobrevivência e preservação da alto estima, para um perfil de pessoas bem definidas e absolutamente transparentes. Ou o sujeito é isso ou ele é aquilo e ponto final.
Não sabemos ser bem definidos e nem, muito menos, transparentes,
Uma ideia me bateu outro dia, a criação de um mundo onde pessoas possam viver em harmonia dividindo opinões diferentes sem se sentirem agredidas pela existência de uma contra-mão de sua lógica universal.
Pensei num nome para este lugar, provisório ainda, mas que me pareceu bem legal, Romeutópolis. Em homenagem ao meu pai, um sujeito que quando vivo, vivia de bem em todos os lugares ao mesmo tempo, sem se importar em ser mais que os outros.
Por enquanto deixo os meus abraços para os que insistem em continuar desfrutando do lenga-lenga e do disse-me-disse daqui, que curtem agredirem-se uns aos outros pela se alto afirmação e conforto da alma que o seus deuses lhes deram.
Contudo, deixo o convite em pé para quem por ventura, decida mudar de ideia e seguir para Romeutópolis.
Até!
17/11/2016
Tudo a declarar, só que mais para a frente.
Nada de mais importante vem acontecendo por aqui, aparentemente tudo tranquilo. No entanto, sinto que alguma coisa boa, mas boa de mais está por vir.
Sou um eterno otimista, não tem jeito.
06/10/2016
Encontrei Pasárgada. É na oficina.
Aos raros assíduos e aos inúmeros visitantes esporádicos do blog, informo como ando me ocupando desde janeiro último (2016): me divertindo, semi profissionalmente e ganhando alguns tostões, muito necessários, aliás. O trabalho é na minha oficina, isto é, minha e da minha mulher, claro. (mais dela do que minha.
Em breve postarei fotos com informações das nossas atividades. Se sentir-se curioso, entre em contato, adiantarei algumas coisas.
Até lá!
04/09/2016
Pasárgada de Manuel Bandeira
CONTEMPORÂNEO
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
03/09/2016
Caçar Pokémon não é coisa de viado
Antes eu diria: caçar pokémon é coisa de viadinho.
Hoje, com o patrulhamento ideológico eu não me atreveria a utilizar tal expressão. Reza a cartilha contemporânea que é preciso considerar que nem todo viado, além de sentir prazer em dar o cú, nas horas vagas também caça pokémons e de certo, os viados e os patrulheiros me acusariam de homofóbico doente, de retrógrado, de tosco, de conservador, de coxinha, de Bolsonaro, de Russomano, de Serra, de golpista, no mínimo. Sem contar a possibilidade de sofrer um processo onde me acusariam de discriminador social, racial ou de outro caralho a quatro qualquer.
Amigo, a coisa está preta, ops... está feia. É nego te medindo o tempo todo. (... quis dizer, gente te medindo)
Então eu digo que caçar pokemon é coisa de mi mi mi. Coisa de quem não tem o que fazer na puta da vida. Coisa de idiota, só isso.
Espero que os patrulheiros não me venham em defesa dos mimimentos, ou dos idiotas ou dos quem não têm o que fazer na puta da vida.
Parece que o mundo era mais livre antes da liberdade de expressão.
28/08/2016
Tristeza
Tentando expressar o que eu sinto agora. Muito difícil.
Semana triste. Na sexta-feira, 26, meu irmão se foi para sempre. Ele estava muito doente e na calada da noite, por volta das três e meia da manhã, o motor parou. Acho que foi melhor assim, ele vinha sofrendo demais.
Eu não podia imaginar o quanto seria difícil encarar essa situação. Pensei que estava preparado, vinha pensando nisso diante de seu estado de saúde, mas não estava.Sei que com o tempo me acostumarei com a ideia de não ter mais um irmão, de poder falar com ele bastando ir até sua casa na Vila Alpina, ou dar um telefonema ou até mesmo uma curtida numa postagem do face. Mas como dizem, o tempo passa e o conforto vem.
Valeu, Alemão! Apesar de nos falamos tão pouco nos últimos anos, coisa que fazíamos escancaradamente pela vida, sem nunca termos brigados, saber que você estava onde pudesse encontrá-lo me deixava tranquilo. Agora, resta a memória.
Me sinto arrependimento. Devia ter dado mais atenção para você, ser o irmão mais velho que todo mundo precisa ter. Eu fui o mais velho, mas não o suficiente, me desculpe. Estou triste de verdade, meu querido irmão. Pena você não me ouvir agora.
A gente erra, todo mundo erra, mas neste momento me sinto o cara mais errado do mundo.
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